Jornalistas colombianos lançam plataforma digital para mapear desaparecimentos forçados nos rios

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Jornalistas colombianos apresentaram, na quarta-feira, uma plataforma digital para mapear as vítimas de desaparecimento forçado nos rios do país, durante quase meio século de conflito armado.

"O objetivo é que todas as vítimas e familiares partilhem imagens, histórias ou quaisquer dados que possam servir como parte de uma investigação", explicou o coordenador do projeto, Oscar Parra.

A ferramenta digital a que mais de 20 jornalistas deram o nome de "Rios de vida e morte" permite aos utilizadores analisarem, ao longo de um mapa com 44 rios, histórias e informações sobre os desaparecidos.

Desta forma, será possível "chamar a atenção das autoridades e do público em geral sobre a importância de tentar encontrar os desaparecidos (nesses rios), para dignificar as vítimas e as famílias", explicou.

A diretora da Associação de Familiares de Desaparecidos (Asfaddes), Gloria Luz Gómez, elogiou o projeto no sentido em que "a memória é a pedra angular onde o direito à verdade e o direito à justiça podem descansar e se consolidar", razão pela qual considera que "reconstruir é vital".

No ano passado, as Nações Unidas assinalaram os 10 anos da adoção da Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas de Desaparecimento Forçado.

À margem do evento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que "embora a Convenção tenha raízes nas horríveis práticas das ditaduras latinoamericanas nos anos de 1970 e 80, infelizmente, permanece relevante atualmente", de acordo com um comunicado lido por uma porta-voz.

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