Madeleine McCann. Suspeito de rapto e homicídio poderá ser libertado em seis meses

por RTP
Virgilio Rodrigues, Reuters

O procurador, Christian Wolter, afirmou, nomeadamente, que não existe neste momento uma "forte suspeita" que justifique prolongar a detenção. Se o único motivo para Brückner estar na prisão fosse o caso de Madeleine McCann, o procurador não o manteria na cadeia.

Contudo, Brückner encontra-se actualmente preso numa outra cidade, Kiel, no âmbito de um processo por tráfico de drogas e poderá ainda ser condenado entretanto num outro processo por violação que corre no Tribunal Europeu de Justiça e tem audiência marcada para 16 de julho.

Daí infere o procurador de Braunschweig que não há demasiada pressa em reunir os fortes indícios que justificariam o prolongamento da prisão preventiva. Segundo Wolters, "pressupomos que Christian B. permanecerá na prisão por motivo doutros delitos pelo menos até ao princípio de 2021".

O advogado de Brückner queixou-se de o seu constituinte estar a ser "submetido a uma condenação antecipada", e de ser "apontado a dedo a nível mundial".

Um apelo das autoridades alemãs no princípio de junho para a apresentação de testemunhos terá ocasionado a recolha de 800 indícios. Mas continua a faltar a pista considerada decisiva, sobre o utilizador de um número de telemóvel português com quem Brückner terá comunicado na noite do rapto e próximo do local de rapto.
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