Madrid avisa que vai recorrer se Puigdemont for investido

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Rajoy avisa que vai recorrer se Puigdemont for investido. Independentistas em risco de perder maioria caso deputados fugidos em Bruxelas não tomem posse.

O Governo espanhol avisou que irá recorrer “imediatamente” e “sem vacilar” a qualquer tipo de “truque” para investir Carles Puigdemont à distância, sem estar presente, como presidente do executivo catalão.

O ministro porta-voz, Ínigo Méndez de Vigo, assegurou que essa possibilidade é “uma falácia” e “uma pretensão irrealizável” porque vai contra as normas jurídicas e “contra o sentido comum”.

No centro da questão estão os cinco deputados regionais eleitos em Bruxelas, entre eles Puigdemont, e três detidos em estabelecimentos prisionais na região de Madrid. Caso não se demitam para que os seus lugares sejam ocupados por outros independentistas, o bloco separatista perde a maioria no parlamento.

O Juntos pela Catalunha, o ERC e o CUP elegeram 70 deputados dos 135 que compõem o parlamento regional da Catalunha.


Tribunal decide que independentistas presos podem delegar voto
O supremo tribunal espanhol impede os deputados presos de ir ao parlamento catalão, mas Oriol Junqueras, Jordi Sànchez e Joaquim Forn, podem delegar o seu voto.

O juiz Pablo Llarena decidiu que os três deputados presos podem ser deputados e exortou a câmara catalã a procurar uma fórmula para que possam delegar a voto.

Na sua decisão, o juiz protege o direito de exercer por delegação de voto, como deputados parlamentares que estão em detenção preventiva, mas "nenhum outro", diz o juiz em clara referência a Carles Puigdemont e aos restantes deputados eleitos fugidos em Bruxelas.

O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, convocou para 17 de janeiro, na próxima quarta-feira, a primeira sessão do parlamento regional da Catalunha, tendo o primeiro debate de investidura que se realizar até 31 de janeiro e a votação no dia seguinte.

Tópicos:

Catalunha, Governo, Independentistas, Madrid, Maioria, Posse, Rajoy, Tomada, Puigdemot,

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