Marcelo animado com perspetivas para a economia e sociedade grega

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O Presidente da República prestou esta terça-feira uma homenagem "à corajosa resiliência do povo grego" e manifestou-se confiante e animado com as perspetivas de evolução económica e social da Grécia. Marcelo Rebelo de Sousa encontrou-se já com a comunidade portuguesa em Atenas. Durante esta visita, o chefe de Estado irá reunir-se com os principais responsáveis políticos helénicos e visitar um campo de refugiados.

Numa declaração no Palácio Presidencial, em Atenas, onde foi recebido pelo Presidente da República Helénica, Prokopios Pavlopoulos, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou: "Chego à Grécia com sentimento de confiança e de crença no futuro".

"Animam-me imenso as perspetivas que se abrem para a economia e para a sociedade gregas, quando, daqui por poucos meses, em junho, se concluir o Programa de Assistência Económica e Financeira, tal como ainda ontem reconheceu o presidente do Eurogrupo, no final de uma reunião em que foi saudada a conclusão da terceira revisão", acrescentou.


Marcelo Rebelo de Sousa está na Grécia desde segunda-feira, a convite do seu homólogo grego, para uma visita de Estado de dois dias e meio, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e por deputados dos cinco maiores partidos com assento parlamentar.

Esta terça-feira, no início da sua intervenção no Palácio Presidencial, em nome do povo português, o chefe de Estado quis "prestar uma homenagem à corajosa resiliência do povo grego durante uma crise económica e financeira que a todos afetou de forma tão profunda".

No final, com Prokopios Pavlopoulos ao seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa disse-lhe que a Grécia sempre pôde contar com o povo português, "nos momentos mais difíceis, como pode contar agora, que esses momentos se avizinham do seu termo".

Já na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se convicto que os gregos irão ultrapassar com sucesso o resgate financeiro. Num encontro com a comunidade portuguesa que marcou o início da visita, o Presidente da República elogiou ainda a atual situação política e económica de Portugal.

Durante a visita à República Helénica, Marcelo Rebelo de Sousa irá reunir-se com os principais responsáveis políticos gregos e visitar um campo de refugiados. O chefe de Estado já garantiu que Portugal está unido na linha da frente da resposta à crise migratória.
"Acreditamos na União Europeia"
Na declaração no Palácio Presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ainda que o futuro passa pelo projeto europeu e pelo combate aos nacionalismos. No entanto, o chefe de Estado não deixou de referir que a União Europeia não pode sacrificar a coesão social com argumentos financeiros.

O Presidente português reiterou que Portugal e Grécia convergem em pontos essenciais da política europeia e, com Pavlopoulos ao seu lado, afirmou: "Uns e outros, acreditamos na União Europeia, e sabemos que este momento é um momento crucial para o futuro da União Europeia".

"Sim, senhor Presidente, foi o projeto europeu que permitiu o nosso reencontro, depois de tantos, tantos, tantos passos de um caminho vivido em comum. E será através do projeto europeu que teremos de continuar a batalhar para garantirmos um futuro muito melhor para os nossos filhos, os nossos netos e todas as gerações vindouras, combatendo tentações nacionalistas, populistas, xenófobas, demagógicas", sustentou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal e Grécia convergem em relação à conclusão da união económica e monetária e da união bancária, em matéria de migrações e de refugiados e também relativamente ao próximo quadro financeiro da União Europeia.

"Convergimos na construção de um quadro financeiro plurianual que seja equilibrado e justo e virado para o futuro. Convergimos na defesa da coesão social e da preocupação com a necessidade de não sacrificar os reequilíbrios dessa coesão no seio da União Europeia, porque sabemos que não há argumentos financeiros que possam ultrapassar as preocupações com as pessoas e que há um ajustamento constante a fazer a pensar nas pessoas, nos europeus", acrescentou.

De acordo com o Presidente da República, a proximidade do projeto europeu às pessoas é fundamental, "só essa proximidade permite afastar os tais perigos dos desequilíbrios nos sistemas políticos, económicos e sociais, dos ceticismos, dos populismos, das demagogias".

c/ Lusa

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