Marfim apreendiddo no porto de Maputo foi roubado de armazéns estatais, diz relatório

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Quase um terço das três toneladas de presas de marfim apreendidas durante uma operação da polícia, em Abril, em Maputo, foram roubadas de armazéns estatais das autoridades, conclui um relatório sobre o caso.

Um relatório da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), citado hoje pelo jornal Notícias, concluiu que 813 quilos foram roubados entre abril de 2016 e abril deste ano de armazéns da direção provincial de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, e do Serviço de Investigação Criminal (Sernic), ambos na cidade de Lichinga, província de Niassa, norte de Moçambique.

As outras quantidades de marfim são provenientes de serviços distritais do Instituto Nacional de Atividades Económicas (INAE) na mesma província.

Os diferentes locais de armazenamento servem de destino para as peças apreendidas.

Suspeita-se ainda que a parte restante, não identificada, seja proveniente de outros pontos do Niassa e até de outras províncias como Gaza e Maputo, no sul do país.

As autoridades moçambicanas apreenderam a 12 de abril um contentor com três toneladas de marfim, detetado durante uma operação de rotina no porto de Maputo.

As presas estavam cobertas com plástico supostamente destinado a reciclagem no Camboja.

Os últimos relatórios da ANAC indicam que Moçambique perdeu, entre 2011 e 2016, 48% da população de elefantes e corria o risco de ser banido do comércio internacional de derivados da espécie, devido à falta de clareza na gestão dos animais.

A ANAC está a preparar este ano a realização do terceiro censo de elefantes, que poderá atualizar os dados sobre a situação do animal no país.

No ano passado, no total, as autoridades moçambicanas prenderam 2.400 pessoas suspeitas de envolvimento na caça ilegal de animais.

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