Mark Zuckerberg aceita encontrar-se com eurodeputados em Bruxelas

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Depois de ter recusado ir ao Parlamento britânico, Mark Zuckerberg aceitou reunir-se com eurodeputados em Bruxelas. O fundador do Facebook irá participar na conferência dos líderes parlamentares, num encontro que decorrerá à porta fechada.

A vinda de Mark Zuckerberg a Bruxelas era reivindicada há várias semanas por diferentes eurodeputados que querem ouvir explicações do fundador da rede social na sequência do escândalo Cambridge Analytica. Através de comunicado, o presidente do Parlamento Europeu confirmou que Zuckerberg aceitou deslocar-se a Bruxelas.

"O fundador e presidente executivo do Facebook aceitou o nosso convite e estará em Bruxelas logo que possível, esperemos que já na próxima semana", revelou Antonio Tajani. O presidente do parlamento europeu felicitou Zuckerberg por ter decidido comparecer, tendo sublinhado que os cidadãos europeus "merecem uma explicação completa e detalhada".


A France Presse noticiou entretanto que este encontro decorrerá à porta fechada e que fará parte da tradicional reunião dos líderes parlamentares que se realiza, habitualmente, à quinta-feira. Os moldes deste encontro serão bem diferentes da audiência de Zuckerberg perante o Congresso norte-americano, quando este passou longas horas a ser questionado pelos eleitos norte-americanos.

Em declarações à France Presse, a rede social afirmou que o encontro de Bruxelas será a oportunidade para “dialogar, ouvir pontos de vistas e apresentar as medidas” tomadas pelo Facebook para “melhor proteger a vida privada dos utilizadores”.

O Palácio do Eliseu revelou entretanto que Mark Zuckerberg irá também encontrar-se com Emmanuel Macron em Paris. O Presidente francês irá receber meia centena de responsáveis das grandes empresas digitais, sendo que um dos presentes será o fundador do Facebook.

O Facebook tem estado no centro de uma polémica internacional desde que se descobriu que a empresa Cambridge Analytica usou aquele rede social para recuperar dados de milhões de utilizadores, sem o seu consentimento.

Os dados terão sido usados para influenciar o voto dos eleitores, nomeadamente nas presidenciais que conduziram à vitória de Donald Trump e no referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia.

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