Milhares de argelinos em Paris exigem renúncia de Bouteflika a um quinto mandato

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Milhares de argelinos voltaram a sair hoje às ruas de Paris em protesto contra a candidatura do seu Presidente, Abdelaziz Bouteflika, a um quinto mandato nas eleições presidenciais de 18 de abril.

Os manifestantes, incluindo muitos jovens mas com um número crescente de mulheres e de famílias, concentraram-se na Praça da República, e agitaram as suas bandeiras, "orgulhosos" de poderem participar nas mobilizações sem precedentes que decorrem no país magrebino, referiu a agência noticiosa Efe.

Na concentração, convocada por associações argelinas e membros da oposição, encontrava-se o opositor franco-argelino Rachid Nekkaz, que foi detido na sexta-feira quando tentava entrar nos Hospitais Universitários de Genebra, onde Bouteflika se encontra para exames médicos e tratamentos desde finais de fevereiro.

Os protestos contra Bouteflika também se estenderam durante esta semana a outras cidades franceses, incluindo Marselha onde residem 150.000 argelinos.

A comunidade argelina é das mais numerosas do país europeu, e nas eleições de 2014 mais de 800.000 argelinos estavam registados em França para poderem votar.

Em Argel, milhares de pessoas, incluindo muitos jovens do liceus, voltaram a manifestar-se em protesto contra o regime do Presidente, 82 anos e gravemente doente.

A cadeia televisiva privada argelina Ennahar confirmou hoje que um avião da Força Aérea, semelhante ao que transporto Bouteflika para a Suíça em 24 de fevereiro, aterrou hoje no aeroporto de Genebra e tudo indica "que o presidente regresse hoje ao país".

Em paralelo, segundo os media locais, um amplo dispositivo de segurança já estava a postos na estrada que conduz ao Palácio de Zeralda, arredores de Argel, uma das residências habitualmente utilizadas pelo chefe de Estado argelino.

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