Militares dispersam manifestantes na fronteira com a Colômbia com gás lacrimogéneo

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Militares da Guarda Nacional da Venezuela lançaram hoje gás lacrimogéneo sobre os manifestantes que se concentravam junto à ponte fronteiriça com a Colômbia, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Sem adiantar mais informação, a AFP refere apenas que os militares governamentais dispersaram os manifestantes do local com recurso ao lançamento de gás lacrimogéneo.

Horas anos, o Governo da Venezuela anunciou que iria encerrar parcialmente a fronteira com a Colômbia perante "as ameaças" contra a sua soberania, a poucas horas da esperada entrada de ajuda humanitária internacional através da cidade de Cúcuta.

Numa publicação divulgada na rede social twitter, na sexta-feira (madrugada de hoje, em Lisboa), a vice-Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que o Governo vai "fechar temporariamente" as pontes Simón Bolívar, Santander e Unión.

A medida surge depois do Presidente, Nicolás Maduro, ter encerrado a fronteira com o Brasil, onde, no mesmo dia, confrontos entre o exército e uma comunidade indígena deixaram pelo menos dois mortos.

A entrada de ajuda humanitária, especialmente os bens fornecidos pelos Estados Unidos, no território venezuelano tem sido um dos temas centrais nos últimos dias do braço-de-ferro entre o autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, e Nicolás Maduro.

O Governo venezuelano tem insistido em negar a existência de uma crise humanitária no país, afirmação que contradiz os mais recentes dados das Nações Unidas, que estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões.

Maduro encara a entrada desta ajuda humanitária como o início de uma intervenção militar por parte dos norte-americanos e tem justificado a escassez com as sanções aplicadas por Washington.

JGS (FST/SCA) // PJA

Tópicos:

Caracas, Colômbia, Guaidó, Simón Bolívar Santander,

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