Ministro israelita: o Hamas é "um grupo de canibais"

| Mundo

|

O ministro israelita da Defesa, Avigdor Liberman, acusou o Hamas de usar as mulheres e crianças palestinianas como armas e concluiu que isso faz daquele movimento "um grupo de canibais".

As palavras exactas de Liberman, citadas pelo diário israelita Jerusalem Post, foram as seguintes: "A direcção do Hamas é um grupo de canibais, que trata as suas crianças como armas. Têm mísseis, armas de apoio e um outro tipo de arma: mulheres e crianças".

A isto acrescentou: "O objectivo deles é levantar o bloqueio a Gaza, não para construir a sua economia ou para manter conversações sobre coexistência, mas antes para contrabandear armas [para Gaza], para continuar a alargar a sua força militar e a criar uma pseudo-réplica do Hezbollah".

Avigdor Liberman é o mais notório representante da extrema-direita no Governo chefiado por Benjamin Netanyahu. Antes de sobraçar a pasta da Defesa estivera à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Seguindo o mesmo guião, o coronel Richard Kemp declarou: "O Hamas orquestrou a violência e orquestrou-a com o objectivo deliberado de forçar o IDF [Exército israelita] a usar força letal contra o seu povo, para que o seu própio povo fosse morto".

Por seu lado, também a embaixadora norte-americana à ONU, Nikki Haley, bateu na mesma tecla, afirmando: "Não se enganem: o Hamas está contente com os resultados de ontyem [mais de 60 mortos]", porque, alegadamente, usou "altifalantes para instar os manifestantes a atravessarem a barreira, e para falsamente dizer que os soldados isrealitas estavam a fugir, que não é verdade".

A informação mais vista

+ Em Foco

O vice-presidente do Brasil assegura que a democracia brasileira nunca esteve tão forte como agora. Entrevista exclusiva à RTP.

Entrevista da correspondente da RTP em França, Rosário Salgueiro.

Toda a informação sobre a União Europeia é agora agregada em conteúdos de serviço público. Notícias para acompanhar diariamente na página RTP Europa.

    Em cada uma destas reportagens ficaremos a conhecer as histórias de pessoas ou de projectos que, por alguma razão, inspiram ou surpreendem.