Navio humanitário com 629 refugiados a caminho de Espanha

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Navio humanitário com 629 refugiados a caminho de Espanha

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FOTO: Kenny Karpov, Lusa

Depois de quase dois dias parado entre Itália e Malta, países que recusaram ajuda, o Aquarius vai agora a caminho de Valência, depois de garantidas condições de segurança para enfrentar os 1300 km e três dias de viagem até Espanha.

O navio Aquarius, da organização não-governamental SOS Mediterranée, partiu esta terça-feira para Espanha, escoltado por duas embarcações da Marinha italiana com as quais repartiu os 630 migrantes, depois de o Governo italiano ter rejeitado o desembarque.

O navio tinha 630 imigrantes a bordo, segundo uma nova contagem, que foram salvos no fim de semana no Mediterrâneo. Os dois navios italianos estão a ajudar no transporte dos imigrantes para Valência, em Espanha, aliviando o navio Aquarius.

Vão chegar ao porto de Valência três embarcações: o Aquarius com 106 imigrantes a bordo (51 mulheres, 45 homens e 10 crianças), enquanto os restantes foram divididos pelo navio Orione da Marinha italiana e pelo navio Dattilo da guarda costeira.

Os imigrantes já foram informados de que vão chegar a Espanha em vez de Itália, mas agradeceram, uma vez que o seu principal receio era o de regressarem à Líbia, país de onde tinham navegando.

As organizações não-governamentais preferiam que os imigrantes fossem para um porto seguro mais próximo para permanecerem na área e continuarem a ajudar a salvar vidas, referindo que a viagem para Valência “reduz muito a capacidade de resgate no local”.

O navio Aquarius permaneceu nos últimos dias em águas internacionais entre Malta e Itália e, depois da transferência de imigrantes para os navios da Marinha italiana estarem concluídas, zarpou rumo a Valência, cerca das 20:00 (hora de Lisboa), sendo estimado que a viagem demore quatro dias.

A recusa da Itália em receber o Aquarius causou uma série de acusações entre diferentes países europeus, para os quais Roma reivindica a distribuição de imigrantes que chegam da África e a revisão do Protocolo de Dublin, que estabelece normas.


c/ Lusa

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