Nova réplica do sismo na Indonésia que fez 319 mortes

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Duas mesquitas foram destruídas no sismo de domingo
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Uma forte réplica voltou a atingir a parte Norte da ilha indonésia de Lombok, onde as equipas de socorro ainda tentavam auxiliar as vítimas do tremor de terra de domingo. Uma crise humanitária está em vias de formação, com milhares de indonésios a dormir na rua ou em tendas, sem acesso a comida ou água. O mais recente balanço aponta para 319 vítimas mortais.

Eram 12h25 locais (06h25 em Lisboa) quando um novo abalo sísmico sacudiu a mesma área atingida no domingo. O tremor desta quinta-feira foi o abalo mais forte das 355 réplicas registadas nos últimos quatro dias na turística ilha tropical de Lombok.

“As pessoas fugiram as casas quando sentiram o forte abano de 6.2 de magnitude… as pessoas ainda estão traumatizadas. Alguns edifícios ficaram ainda mais danificados por causa deste tremor”, escreveu Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência indonésia para o Controle de Desastres.



De acordo com a mesma agência governamental, o epicentro foi registado em terra e não há risco de tsunami. Os valores do novo abalo não são unânimes: o Centro de Pesquisa Geológica norte-americano registou um abalo de 5.9 a uma profundidade de dez quilómetros.


Ainda não há registo de vítimas mortais desta réplica, mas um novo balanco do Ministério da Segurança confirma a perda de 319 vidas no sismo de domingo. É um número ainda passível de atualizações, uma vez que os meios de comunicação locais referiam a morte de 347 pessoas.

O governo revela que 1.400 pessoas foram feridas na sequência do sismo de domingo. Mais de 156 mil tiveram de abandonar as casas.
Crise humanitária
Pelo menos 355 réplicas foram registadas desde domingo. Durante a oração da noite, um sismo de magnitude 6.9 atingiu Lombok, ilha dominada pelo vulcão Rinjani, situada a leste de Bali.

Com o epicentro longe das áreas mais procuradas pelos turistas, foram os locais os mais afetados pelo abalo. A frequência das réplicas impede as pessoas de regressarem a casa.

Milhares de habitações ficaram destruídas, bem como empresas e mesquitas. A população está a dormir na rua ou em tendas, com dificuldade de acesso a comida e água.

Grande parte da área rural do Norte da ilha continua sem eletricidade desde domingo, embora a energia tenha sido reposta na maior parte das zonas. Algumas aldeias ficaram isoladas, e por isso fora do alcance das equipas de socorro, devido à destruição de pontes e estradas.

O diretor da equipa da Cruz Vermelha em Lombok deslocou-se a “aldeias completamente destruídas”.

“Ainda esperamos por comunicações sobre a situação em certas zonas das mais afetadas no Norte da ilha, mas já é claro que o sismo de domingo foi particularmente destrutivo”, escreve Christopher Rassi em comunicado.

A Cruz Vermelha revela ter montado 10 clínicas móveis na parte da ilha mais afetada pelo terramoto. A organização internacional denuncia necessidade de pessoal médico para ajudar a longo prazo, bem como medicamentos. Em certos acampamentos para deslocados já falha a alimentação e verificam-se traumas psicológicos entre os que foram afetados pelo sismo.

“O meu coração salta mesmo quando uma porta bate mais forte. É difícil habituarmo-nos”, conta Ruslan, homem de 29 anos, a viver de Pemenang, no Noroeste da ilha. “Ainda estamos com medo de entrar em casa. No máximo, vamos rapidamente buscar qualquer coisa e regressamos a correr”, descreve.

As autoridades pedem calma à população da ilha, com uma superfície de 4.700km2.

Desde domingo, milhares de turistas têm deixado a ilha com receio de mais réplicas.

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