Novas definições da Apple dificultam investigações policiais

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A medida consiste em cortar a comunicação através da porta USB quando o iPhone não tiver sido desbloqueado na última hora
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A Apple anunciou, na quarta-feira, que as definições dos iPhones irão sofrer algumas mudanças com o objetivo de reduzir as probabilidades de serem invadidos hackers e órgãos policiais.

A medida, segundo a tecnológica norte-americana comunicou à agência Reuters, tem como objetivo proteger os consumidores, principalmente nos países onde os telemóveis são usados pela polícia e por redes criminosas para invadir a privacidade.

A empresa argumenta que começou a trabalhar nas novas definições antes de ter conhecimento de que a polícia utilizava essas mesmas definições como forma de perseguir redes criminosas. “Temos o maior respeito pela lei e as novas medidas de segurança não foram impostas com o objetivo de frustrar os esforços da polícia para realizar o seu trabalho”, referiu a Apple.

No entanto, a companhia de telemóveis acrescenta que as redes criminosas e espiões usam, na maioria das vezes, as mesmas técnicas da polícia para entrar nos dispositivos.

A medida consiste em cortar a comunicação através da porta USB quando o iPhone não tiver sido desbloqueado na última hora. Desta forma, a polícia ou os hackers terão apenas uma hora para entrar no telemóvel, o que, segundo investigadores de segurança apuraram, reduz até 90 por cento a probabilidade de conseguirem aceder.
Conflitos entre FBI e Apple
A Apple e a polícia de investigação criminal dos Estados Unidos haviam já entrado em rota de colisão há dois anos, quando a empresa proibiu que entrassem no telemóvel de um dos responsáveis pelo tiroteio em San Bernardino.

James Comey, então diretor do FBI, pediu a cooperação da empresa para a criação de um software que facilitasse a entrada no dispositivo. Desta forma conseguiriam investigar eventuais indícios de conspiração. A Apple negou a colaboração.

O atual diretor do FBI, Christopher Wray, afirmou, segundo a Reuters, que em 2017 a polícia não conseguiu entrar em mais de sete mil telemóveis. Os órgãos de investigação apontam para “erros de programação”.

A medida foi configurada nas versões do iOS 11.4.1 e iOS12 e a Apple afirma que em breve se tornará permanente.

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