Países Não-Alinhados manifestam apoio a Caracas contra ingerência dos EUA

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O Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL) assinou, no domingo, em Caracas, uma declaração de apoio à Venezuela contra a ingerência dos Estados Unidos e a imposição de sanções unilaterais.

A declaração foi assinada, segundo os organizadores, por representantes de 120 países que participaram na reunião ministerial de dois dias do Gabinete de Coordenação do MNOAL, preparatória da XVIII Cimeira do Movimento, prevista para outubro no Azerbaijão, altura em que a Venezuela entregará a presidência daquela organização.

O documento defende o respeito pelas diretrizes da carta constitutiva da Organização das Nações Unidas, entre elas a autodeterminação dos povos e a cooperação internacional.

Por outro lado, promove o apoio ao diálogo que o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a oposição levam a cabo em Barbados, sob o auspício da Noruega.

Durante a reunião, os representantes do Irão, Síria, África do Sul, Palestina e Nicarágua acusaram os Estados Unidos de violarem os princípios internacionais ao aplicar sanções contra a Venezuela e ao interferir nos assuntos internos daquele país latino-americano.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, "as sanções impostas pelo Governo norte-americano são terrorismo económico".

"Não podemos permitir que os EUA continuem a implementar este tipo de ações porque são terrorismo puro (...) O Irão, Cuba e a Venezuela têm sido vítimas particulares destas medidas tão agressivas", disse, frisando tratar-se de um castigo por não respaldar o regime norte-americano.

Por outro lado, o representante da Síria, Khalil Bitar, explicou que as "medidas coercivas" dos EUA são também aplicadas a países do MNOAL, como a Coreia do Norte.

Acusou também a União Europeia de impor sanções "como método para conseguir os seus próprios interesses", contradizendo "os mais elementares regulamentos do direito internacional e obstaculizando o desenvolvimento sustentável dos países".

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