Pelin Ünker condenada a prisão por investigação dos" Paradise Papers"

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Pelin Ünker condenada a prisão por investigação dos Paradise Papers

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A jornalista turca condenada esta semana a 13 meses de prisão, pela participação numa investigação dos Paradise Papers, diz que "não há democracia, nem liberdade" na Turquia.

Em entrevista à Antena 1, Pelin Ünker falou sobre os desafios de ser jornalista na Turquia e de que são cada vez mais recorrentes as prisões de jornalistas, no país marcado a vermelho no ranking dos Repórteres Sem Fronteiras sobre a liberdade de imprensa (a Turquia ocupa o lugar 157, numa lista de 180 países).

Depois de debruçar-se sobre o mundo dos paraísos fiscais, através do consórcio internacional de jornalistas, Pelin revelou detalhes de negócios do ex-primeiro-ministro turco e de dois dos seus filhos, detentores de 5 offshores em Malta.

Apesar do ex-primeiro ministro Binali Yildirim, agora porta-voz da Assembleia Nacional, ter admitido em Tribunal que tudo era verdade, Pelin Ünker, que publicou a investigação no jornal Cumhuriyet, acabou condenada por difamação e insulto.

A jornalista já recorreu da sentença e aguarda em liberdade uma decisão, mas não se livrou de pagar uma multa de 8.600 liras turcas, o equivalente a 1300 €.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, a que Pelin Ünker pertence, já manifestou solidariedade para com a jornalista turca.

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