Prémio Pulitzer para New York Times e The New Yorker por denúncias de assédio sexual

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O jornal “New York Times” e a revista “The New Yorker” venceram o prémio Pulitzer pelas denúncias de assédio sexual de Harvey Weinstein. A série de reportagens acabou por gerar a criação do movimento “#MeToo”, que luta contra os escândalos sexuais na indústria cinematográfica.

Em vários artigos publicados durante o mês de outubro, o “New York Times” e a “The New Yorker” relataram que o produtor Harvey Weinstein tinha diversas acusações de assédio sexual e abuso de várias mulheres em Hollywood. Weinstein sempre negou ter tido relações sexuais sem consentimento.

Deana Canedy, do júri dos prémios Pulitzer, afirmou que as jornalistas Jodi Kantor e Megan Twohe do “New York Times” e Ronan Farrow da revista “The New Yorker” criaram “jornalismo de impacto explosivo, que expôs predadores sexuais ricos e poderosos”. O prémio Pulitzer destina-se a um conteúdo noticioso de serviço público realizado por um jornal ou site informativo.

A 5 de outubro de 2017, o jornal avançou com os resultados de uma investigação onde acusava o fundador da Miramax e um dos mais famosos produtores de Hollywood de praticar assédio sexual durante várias décadas.

Weinstein teria chegado a acordos extrajudiciais com oito mulheres, antigas funcionárias e colaboradoras, para resolver as acusações de que era alvo. Entre as várias mulheres que acusaram Weinstein de assédio sexual está a atriz Ashley Judd, conhecida pelos filmes “Frida” a da série “Divergente”.

O produtor sempre garantiu que as relações sexuais foram consentidas.

Após a publicação dos artigos, mais de 100 mulheres denunciaram assédio e abuso sexual por parte de Weinstein (entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino, Lupita Nyong’o, Annabella Sciorra, Paz de la Huerta, Rosana Arquette, Cara Delevingne, Léa Seydoux, Emma de Caunes e Judith Godrèche).

O impacto das denúncias foi além do produtor e chegaram a outros nomes masculinos de Hollywood.

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