Presidenciais. Marcelo "a carregar baterias" em Moçambique

por RTP
"Estou a carregar baterias em Moçambique, pode ser que isso ajude em termos também de Portugal"

Questionado esta terça-feira, segundo dia da visita de Estado a Moçambique, sobre a eventual recandidatura a Belém, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu estar "a carregar baterias" naquele país africano. "Pode ser que isso ajude em termos também de Portugal", acrescentou, ao deixar uma reunião com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

“Quem está para tomar posse é o Presidente moçambicano. Vamos deixar cada coisa para seu momento”, vincou o Chefe de Estado português, cujo primeiro mandato presidencial se conclui em 2021.Marcelo Rebelo de Sousa foi o primeiro chefe de Estado a ser recebido por Filipe Nyusi, numa sequência de reuniões que antecedem a investidura do Presidente moçambicano, na quarta-feira.


Até sábado em território moçambicano, o Presidente da República encontrou-se esta terça-feira com o homólogo de Moçambique, com quem terá abordado os casos do homicídio da portuguesa Inês Botas e do desaparecimento de Américo Sebastião.

Na segunda-feira, Marcelo sublinhava que o Estado português vinha proporcionando “não só contactos permanentes” aos familiares, “mas também apoio, porque, tanto num caso como noutro, o que encontramos são questões jurídicas”.
Pedro Martins, Gabriel dos Santos - RTP

No que diz respeito ao homicídio de Inês Botas, perpetrado em 2017, as “questões jurídicas”, segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “dizem respeito aos tribunais, em termos e lentidão do processo. Já no que toca ao caso de Américo Sebastião, desaparecido desde 2016, o Presidente disse estarem em causa “investigações prévias à intervenção do tribunal”.O Presidente português visita na quinta-feira a cidade da Beira, afetada pelo ciclone Idai em 2019.


O Presidente da República visita ainda esta terça-feira a exposição “Português de Moçambique no Caleidoscópio”, no Centro Cultural Português, que mostra as atividades da Cátedra de Português - Língua Segunda e Estrangeira, sediada na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e as diferentes facetas do Português em Moçambique.

Marcelo almoça depois com personalidades locais e, à tarde, visitará a Escola Portuguesa de Moçambique, que asseguro o ensino do pré-escolar ao 12.º ano de escolaridade, à luz do sistema de educação de Portugal.

O Presidente fechará o segundo dia da visita a Moçambique com uma receção à comunidade portuguesa num hotel de Maputo.

c/ Lusa
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