Presidenciais no Brasil endurecem na guerra de palavras

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Presidenciais no Brasil endurecem na guerra de palavras

Foto: Epa-Fernando Bizerra Jr.

A uma semana das eleições presidenciais no Brasil, o dia de domingo ficou marcado por dezenas de manifestações de apoio a Jair Bolsonaro. Manifestações convocadas através das redes sociais.

Dezenas de milhares de manifestantes saíram à rua para apoiar Jair Bolsonaro, dizem que vão votar no candidato do Partido Social Liberal.

O correspondente da Antena 1/RTP no Brasil, Luís Baila, ouviu os argumentos apresentados pelos apoiantes de Bolsonaro.

O dia foi marcado por várias manifestações no Brasil a favor de Jair Bolsonaro.

Em Lisboa também houve uma manifestação em Lisboa mas contra o candidato de extrema direita e em prol da democracia.

Foi na praça Luís de Camões que se ouviram críticas a Jair Bolsonaro.



Falta uma semana para a segunda volta das eleições presidenciais no Brasil.

Jair Bolsonaro venceu a primeira volta no passado dia 7 de outubro, com cerca de 46 por cento dos votos, seguido de Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, com 29 por cento.

Os dois candidatos vão disputar a segunda volta das eleições, no próximo domingo.
Haddad lança duras críticas ao adversário
Do outro lado o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais do Brasil, Fernando Haddad, acusou o seu adversário na segunda volta, o ultraconservador Jair Bolsonaro, de ser um "chefe de milícia" e os seus filhos uns "bandidos".

"Essas pessoas são uma milícia, não é um candidato a presidente, é um chefe de milícia, os seus filhos são milicianos, são bandidos, é gente de quinta categoria, essa é a verdade", afirmou Haddad, numa conferência de imprensa em São Luís, no estado do Maranhão, no Nordeste no Brasil, citado pela agência EFE.

Repetindo que "ele (Bolsonaro) é um chefe de uma milícia", Haddad defendeu que só "o medo de quem não tem discernimento cresce" e quem "está anestesiado não vê o perigo" que, para o candidato do PT, representa o adversário, um nostálgico da ditadura militar (1964-1985).

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