Presidente italiano convida Cottarelli a formar Governo

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O Presidente italiano, Sergio Mattarella, encarregou hoje Carlo Cottarelli, um antigo responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI) de formar um Governo tecnocrata, anunciou a presidência. O primeiro-ministro interino anunciou que haverá eleições, no máximo, até ao início do próximo ano.

"O Presidente Mattarella recebeu o doutor Cottarelli e pediu-lhe que formasse um Governo", anunciou aos jornalistas o secretário-geral da presidência, Ugo Zampetti, à saída de um encontro entre os dois homens.

Cottarelli revelou aos jornalistas que serão marcadas eleições para o outono ou, no máximo, para o início do próximo ano. Garantiu que irá formar um governo “rapidamente” para acompanhar o país até às eleições.

“Irei apresentar-me ao parlamento com um programa que, se tiver o apoio dos deputados, vai incluir a aprovação do Orçamento do Estado para 2019”, disse Cottarelli pouco depois de ter sido nomeado primeiro-ministro interino pelo presidente italiano. Nesse caso, as eleições serão feitas no início do ano, altura em que o Parlamento é dissolvido.

“Na ausência de confiança [do Parlamento], o Governo vai resignar de imediato e a sua principal função vai ser a gestão corrente até que as eleições sejam feitas, depois do mês de agosto”, acrescentou.


Cottarelli tentou tranquilizar os mercados. “Falando como um economista, nos últimos dias, as tensões dos mercados financeiros aumentaram. A economia italiana continua a crescer e as contas públicas permanecem sob controlo. Posso garantir que um governo conduzido por mim assegurará uma gestão prudente das contas públicas”, acrescentou.

A decisão de Mattarella se reunir com Carlo Cottarelli acontece um dia depois de o Presidente italiano ter recusado assinar a lista de ministros do Governo de coligação entre a Liga Norte e o Movimento 5 Estrelas.

Da coligação faz parte Paolo Savona, 81 anos, eurocético e crítico da moeda única, que tinha sido proposto para o cargo de ministro da Economia.

Carlo Cotarelli é atualmente diretor do Observatório das Contas Públicas da Universidade Católica de Milão e foi diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em 2013, o então chefe do Governo, Enrico Letta, nomeou Cotarelli comissário para a implementação de um plano de redução dos gastos públicos, cargo que manteve até à tomada de posse de Matteo Renzi como primeiro-ministro.

Cottarelli é um dos economistas mais críticos das propostas económicas do programa de Governo acordado entre a Liga Norte e o Movimento 5 Estrelas.

 

c/Lusa

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Católica, Monetário, Paolo Savona,

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