Pró-democratas de Macau prometem pressionar candidato a chefe de Governo que admite sufrágio universal

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A Associação Novo Macau, um movimento pró-democracia, disse hoje que vai pressionar aquele que é o único candidato a chefe do Governo a cumprir a promessa feita no domingo de promover gradualmente a democracia no território.

O deputado pró-democrata na Assembleia Legislativa (AL) e vice-presidente da associação, Sulu Sou, destacou o facto de o programa de Ho Iat Seng contemplar a promoção do "desenvolvimento político democrático de forma ordeira", apesar de não se comprometer a pedir a Pequim o sufrágio universal no território administrado pela China.

"É o primeiro candidato a ter este discurso sobre a reforma política", sublinhou, afirmando que a associação vai "continuar a pressionar" Ho Iat Seng "para que este cumpra a sua promessa".

A promessa do anterior presidente da AL e único candidato a chefe do executivo de Macau foi feita na apresentação do seu programa político.

Esta matéria "não é de um dia para o outro" que se resolve e "tem a ver com a reforma política de uma região", sublinhou o candidato apoiado por Pequim.

Contudo, não se comprometeu, depois de ser eleito, a pedir ao Governo central chinês que permita a Macau avançar para um sistema político assente no sufrágio universal.

Esta tem sido a principal bandeira da Associação Novo Macau, que está atualmente a realizar uma consulta popular sobre o sufrágio universal na eleição do chefe do executivo no território.

A votação, `online` e secreta, teve início no domingo e prolonga-se até 25 de agosto, dia das eleições para aquele cargo, cujo resultado depende do voto de 400 membros que integram um colégio eleitoral.

Sulu Sou disse hoje que a participação na consulta popular `online` está "dentro das expetativas" e que até ao momento já votaram 1.637 pessoas, apesar dos poucos recursos afetos à promoção da iniciativa, ressalvou, assegurando que a divulgação será reforçada nos próximos dias.

A transferência de Macau para a República Popular da China, em 1999, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas", tendo sido acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

Atualmente, o candidato a chefe do Governo deve ser cidadão chinês com pelo menos 40 anos, ser residente permanente e ter residido habitualmente em Macau pelo menos durante 20 anos consecutivos.

O chefe do Governo é eleito por uma comissão eleitoral composta por 400 membros e nomeado pelo Governo Popular Central.

Em 30 de julho, a AL de Macau rejeitou uma proposta de debate sobre a reforma do sistema político, no sentido de introduzir o sufrágio universal na eleição do chefe do Governo.

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