Procuradora de Nova Iorque acusa Donald Trump de fraude fiscal

por Andreia Martins - RTP
Gaelen Morse - Reuters

A procuradora-geral de Nova Iorque processou o ex-presidente dos Estados Unidos por evasão fiscal e fraude comercial, num processo que envolve também os seus três filhos mais velhos. Na reação à acusação de atividade imobiliária “fraudulenta e desonesta”, Donald Trump diz que está a ser alvo de um novo processo com motivações políticas.

Em conferência de imprensa, Letitia James, procuradora de Nova Iorque, disse na quarta-feira que o ex-presidente norte-americano “inflacionou falsamente o seu património líquido em milhares de milhões de dólares, para enriquecer injustamente e enganar o sistema”. O processo envolve mais de 200 avaliações de ativos extrapoladas e enganosas, segundo o processo.

Este é o culminar de uma investigação que envolve Trump e a Trump Organization e que decorria há mais de três anos no tribunal estadual de Nova Iorque. Os três filhos mais velhos de Trump – Donald Jr., Ivanka e Eric, também foram apontados como arguidos, assim como dois gestores da empresa, Allen Weisselberg e Jeffrey McConney.

Nesta investigação foram investigadas provas de avaliações fraudulentas ou enganosas das propriedades de Donald Trump. Segundo a acusação, o objetivo destas avaliações seria criar a imagem de um empresário bilionário, o que permitia ao magnata obter empréstimos com base num património inflacionado.

O processo em causa, com um total de 222 páginas, foi remetido para o Supremo Tribunal de Nova Iorque. A procuradora Letitia James pede que o tribunal afaste toda a família Trump da liderança da empresa e que seja nomeado um administrador independente para girar as atividades financeiras.

Letitia James aponta ainda à devolução de 250 milhões de dólares a credores e quer proibir Donald Trump e os filhos de voltarem a dirigir empresas no estado de Nova Iorque.

Em resposta à acusação, o ex-presidente norte-americano acusou a procuradora de perseguição política, afirmando que está a ser alvo de uma nova “caça às bruxas” por parte da “procuradora-geral racista”.

Na sua rede social, Truth Social, Donald Trump diz mesmo que o caso só avançou devido a recentes “sondagens negativas” para o Partido Democrata.

Alina Habba, advogada de Donald Trump, salienta que o processo “não está assente nem em factos nem na lei”, e obedece apenas “à agenda política da procuradora-geral”.

A advogada de Trump Alina Habba já reagiu a este processo, denunciando que “não está assente nem em factos nem na lei, obedecendo apenas à agenda política da procuradora-geral”, prometendo defender o seu cliente “contra todas as acusações sem prova”.
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