Reportagem

Reino Unido. Boris Johnson sai vitorioso das eleições

por RTP

As projeções da noite eleitoral espelham aquele que é o pior resultado em mais de 80 anos para o Partido Trabalhista e o melhor para o Partido Conservador. No distrito de Blyth Valley foi pela primeira vez eleito um deputado conservador em vez de um trabalhista, revelando uma mudança na cena política. Caso as projeções se confirmem e Boris Johnson seja o grande vencedor, o Reino Unido deverá sair da União Europeia já a 31 de janeiro.

Mais atualizações

00h25 - António Costa reforça desejo de um Brexit ordenado

António Costa reagiu às projeções das eleições britânicas, reforçando o desejo de "um Brexit ordenado" e "devidamente acordado".

O primeiro-ministro português espera que, perante as projeções, o cenário de uma saída caótica possa ser evitado.

"Vamos aguardar pelos resultados finais para ver se confirmam estas previsões", declarou. "Tendo de haver Brexit", que seja "um Brexit devidamente negociado, preparado".

"Este já é o quarto acordo que a União Europeia negoceia com o Reino Unido, portanto espero que à quarta seja de vez", concluiu António Costa.

00h03 - "Tem havido uma disciplina forte do lado da União Europeia"

Francisco Veloso, diretor da Imperial College Business School, estimou que Boris Johnson não deverá encontrar grande flexibilidade para a negociação pós-eleitoral entre o Reino Unido e a União Europeia.


23h58 - #corbynout cresce no Twitter

O líder trabalhista sempre foi contestado dentro do partido, pela sua visão radical de esquerda. Foi igualmente acusado de ser anti-semita e racista. Contudo, os resultados destas eleições, com a perda de círculos eleitorais em todo o país, incluindo em áreas tradicionalmente Labour, dificilmente irão permitir a Jeremy Corbyn continuar a liderar os destinos do partido.

A #corbynout, a pedir a sua demissão, surgiu na rede Twitter momentos depois do anúncio das primeiras projeções. A maioria dos seus críticos culpa a neutralidade assumida por Corbyn face ao Brexit, que, afirmam custou ao partido os votos dos que queriam ficar na União Europeia.


"Os seus opositores vacilavam mas ele era pior. Os seus oponentes eram racistas mas ele era pior. Os seus opositores mentiram mas ele era pior. Tempo para Corbyn e o seu culto regressarem às granjas de extremismo onde é o seu lugar. #corbynout", escreveu um internauta.

Outros contestam a tendência e defendem Jeremy Corbyn, pintando-o como uma vítima dos media, que estariam "violentamente contra ele".


Contudo, a perda de Blyth Valley, um bastião trabalhista desde 1950, é um abalo difícil de engolir. Mesmo entre os que defendem a sua liderança pensam que é tempo de Corbyn passar o testemunho.

23h54 - Jeremy Corbyn, o trabalhista que não queria o Brexit

Jeremy Corbyn voltou a liderar o Partido Trabalhista em eleições gerais, depois de ter sido derrotado por Theresa May, em 2017. Durante esta campanha eleitoral, o líder da oposição apostou na defesa do Serviço Nacional de Saúde e de uma sociedade britânica menos desigual.

Os resultados desta noite poderão marcar a saída de Corbyn da liderança do partido, caso se confirmem as previsões de nova derrota.

Jeremy Corbyn é deputado há 36 anos e começou a ganhar notoriedade dentro e fora do Partido Trabalhista quando deu a cara pelas grandes questões da esquerda britânica, como a causa palestiniana, o conflito entre Irlandas e a guerra no Iraque.

Corbyn, de 70 anos, lidera o partido desde 2015 e assumiu-se como candidato à liderança trabalhista depois de Ed Miliband ter sido cilindrado nas eleições gerais de 2015, com os conservadores de David Cameron a garantirem maioria absoluta.

O referendo para a saída do Reino Unido da União Europeia, em junho de 2016, foi o primeiro grande teste de Corbyn, defensor da continuidade do país entre os 28. E a vitória dos defensores do Brexit deixou o Partido Trabalhista num limbo.

Todas as sondagens das eleições desta quinta-feira colocaram o Partido Trabalhista em desvantagem face aos conservadores, mas não há garantias de que Corbyn deixe a liderança, em caso de nova derrota.

23h46 - Primeiros resultados oficiais

Os primeiros resultados de contagem efetiva de votos revelam uma perda forte dos trabalhistas e uma vantagem para os conservadores. O primeiro círculo a fechar, ganhando a corrida, foi o de Newcastle.

Em Blyth Valley, foi pela primeira vez eleito um deputado conservador em vez de um trabalhista, o que pode significar que, ao longo da noite, outras áreas habitualmente de maioria trabalhista vão ver mudanças.

Apesar de, nas regiões de Houghton e Sunderland South, a vitória ter sido dos trabalhistas, a percentagem desceu consideravelmente em comparação com as últimas eleições.

O enviado especial da RTP ao Reino Unido, José Rodrigues dos Santos, está a acompanhar a divulgação dos primeiros resultados.

23h37 - Boris Johnson, o político controverso que se tornou num dos mais populares do Reino Unido

O candidato do Partido Conservador, o primeiro-ministro Boris Johnson, é uma personalidade controversa. Sucedeu a Theresa May na missão de concretizar o Brexit e, aos 55 anos, não admite perder.

Herdou do pai o cabelo e a atitude despreocupada. Já a mãe, pintora, incentivou-o na carreira académica e nas artes.

Historiador com livros publicados, Boris Johnson foi jornalista, deputado e presidente da Câmara de Londres durante oito anos.

Controverso e provocador, nunca mediu as palavras, sobretudo contra a União Europeia, tornando-se um dos políticos britânicos mais populares.

Quando foi escolhido para líder dos conservadores, substituindo Theresa May no cargo, ocupou também o lugar de primeiro-ministro.

Depois de não ter conseguido cumprir com a promessa de concretizar o Brexit até 31 de outubro, Johnson tomou a decisão polémica de suspender o Parlamento por cinco semanas. A atitude acabou por ser classificada como antidemocrática pelo Supremo Tribunal, que a anulou.

Os trabalhos foram então retomados mas o impasse manteve-se, pelo que o primeiro-ministro se viu obrigado a pedir mais tempo a Bruxelas e 31 de Janeiro passou a ser a nova data de saída.

A marcação de eleições antecipadas acabou por ser a solução encontrada para legitimar uma posição: sair ou não da União Europeia.

23h35 - Boris Johnson ficou com "enorme margem política" para governar

Os resultados eleitorais no Reino Unido mostraram que os trabalhistas pagaram um preço elevado pela ambiguidade política sobre o Brexit e que o conservador Boris Johnson tem agora enorme margem de manobra, segundo analistas consultados pela agência Lusa.

"A cartada de Boris Johnson compensou", explicou à Lusa Paulo Vila Maior, professor de Ciência Política, referindo-se à forma como o líder conservador foi gerindo pausas e avanços e recuos no processo do Brexit, até conseguir centrar a campanha na questão da saída do Reino Unido da União Europeia e sair "muito reforçado" na sua posição de primeiro-ministro.

"Os trabalhistas nunca tiveram uma posição clara sobre o Brexit", conclui o historiador Francisco Bethencourt, salientando a profunda divisão que o tema provocou na sociedade britânica e considerando que os eleitores preferiram posições assertivas.

Os dois analistas concordam no impacto que terá um esperado reforço do Partido Nacional Escocês, que as previsões à saída das urnas apontam como um dos vencedores da noite eleitoral, prevendo um aumento de tensões independentistas.

"Esse crescimento vai reforçar as pretensões independentistas dos escoceses", considera Bethencourt, em linha com Vila Maior, que recorda a vitória dos eleitores da Escócia que preferiam a permanência na União Europeia.

23h18 – “Mudança muito, muito grande”

Perante o pior resultado em mais de 80 anos para o Partido Trabalhista e o melhor para o Partido Conservador, Cristina Bandeira, professora de Ciência Política, considera esta uma "mudança muito, muito grande".

"Se, de facto, estas sondagens se vierem a verificar (...), será um ponto fulcral de mudança do panorama político no Reino Unido", disse à RTP.

Quanto ao Brexit, Cristina Bandeira considera que os próximos passos a tomar serão apenas o início da saída do Reino Unido da União Europeia. "Ainda há muito trabalho a fazer e há ainda muita incerteza pela frente", explicou.

22h56 - Partido Nacional Escocês fala em resultado “sombrio” para o Reino Unido

Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês, já reagiu às primeiras projeções.

“As projeções sugerem uma boa noite para o Partido Nacional Escocês, mas são apenas projeções iniciais, por isso vamos apenas esperar para ver. O que indicam para o Reino Unido é sombrio”, admitiu.


Caso vencesse, Sturgeon pretendia parar ou reverter o processo do Brexit e dar prioridade ao referendo sobre a independência da Escócia.

22h44 - "Pesou a impopularidade de Jeremy Corbyn"

A enviada especial da RTP a Londres Rosário Salgueiro observou os números da projeção avançada pelas televisões britânicas e assinalou a quebra acentuada do Partido Trabalhista.

"Pode também haver um desmembramento do Reino Unido tal como o conhecemos hoje", acrescentou a repórter, tendo em conta os resultados que terão sido obtidos pelos escoceses.


22h42 - Projeção sugere "vitória muito importante do Partido Conservador"

O enviado especial da RTP a Londres José Rodrigues dos Santos fez a primeira leitura da projeção avançada às 22h00 pelas televisões britânicas: um quadro de maioria absoluta para os conservadores de Boris Johnson.


22h40 – Trabalhistas admitem “desafio”

Um porta-voz do Partido Trabalhista já reagiu às projeções, considerando que “ainda estamos no início da noite”, pelo que “ainda é muito cedo para declarar o resultado”.

“Nós, claro, sabíamos que estas eleições iam ser um desafio, com o Brexit na linha da frente do pensamento de muitas pessoas e com o nosso país cada vez mais dividido”, confessou.

“Mas o Partido Trabalhista mudou o debate na política britânica. Colocámos em primeiro lugar a propriedade pública, a revolução industrial verde e o fim da austeridade (…). Os conservadores apenas ofereceram mais do mesmo”, concluiu.

22h30 - Boris Johnson agradece a todos os que votaram

Boris Johnson já agradeceu a todos os que votaram nestas eleições.

“Obrigado a todos os que, por todo o nosso grandioso país, votaram, se voluntariaram e se candidataram. Vivemos na maior democracia do mundo”, escreveu o primeiro-ministro.



22h25 - Primeiros resultados em breve

Os primeiros resultados serão anunciados pelas 23h00, mas será a partir das 02h00 de sexta-feira que começarão a sair em maior número.

Para obter uma maioria absoluta, um partido precisa de vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais, mas, na prática, são precisos menos deputados porque o presidente da Câmara dos Comuns não vota e os deputados do Sinn Fein têm uma longa tradição de não assumirem funções.

22h21 – Libra esterlina valoriza após vitória

A vitória com maioria do Partido Conservador revelada nas projeções à boca das urnas levou a uma valorização em flecha da libra esterlina, após um dia em que afundou perante nove das principais moedas internacionais.

A libra rompeu as barreiras de 1.20 face ao Euro e de 1.34 face ao Dólar.

22h16 – John Bercow aponta “vitória absolutamente dramática”

Caso se confirmem, estes resultados representam uma “vitória fenomenal” para os conservadores, considerou John Bercow, antigo Presidente da Câmara dos Comuns.

Em declarações à Sky News, Bercow disse que esta “vitória absolutamente dramática” permitiria a Boris Johnson terminar a primeira fase do processo do Brexit até ao final de janeiro.

22h01 - Projeções dão vitória a Boris Johnson

As projeções à boca das urnas apontam Boris Johnson como o vencedor das eleições britânicas, com 368 lugares na Câmara dos Comuns.

O Partido Trabalhista conseguiu 191 lugares, o Partido Nacional Escocês 55 e os Liberal Democratas 13.


O Plaid Cymru, partido do País de Gales, obteve três lugares na Câmara dos Comuns. Já os Verdes veem eleito apenas um deputado.

O Partido do Brexit, de Nigel Farage, não elege nenhum deputado.

20h53 - O que dizem os eleitores?

As opiniões dividem-se entre os eleitores que hoje foram às urnas. Os enviados especiais da RTP ao Reino Unido falaram com quem está a favor de Johnson, Corbyn, e até mesmo com quem esteve indeciso até se encontrar perante o boletim de voto.


20h45 - Afluência às urnas tem sido elevada

Ao longo desta quinta-feira, assistiu-se no Reino Unido a uma grande afluência às urnas, destacando-se o eleitorado jovem, que pode ser decisivo na votação.

A enviada especial da RTP, Rosário Salgueiro, explica que os trabalhistas têm esperança nestes jovens.

Nas eleições de 2017, sete em cada dez jovens com menos de 24 anos admitiram votar no Partido Trabalhista.

Existem, porém, muitos eleitores que habitualmente votam nos trabalhistas e que, desta vez, disseram ter mudado o sentido de voto por não quererem Jeremy Corbyn no poder.

20h40 - Corbyn poderá criar aliança

Se, tal como as sondagens indicam, os conservadores vencerem as eleições no Reino Unido, mas sem maioria absoluta, a situação de impasse em torno do Brexit poderá manter-se.

José Rodrigues dos Santos, enviado especial da RTP ao Reino Unido, explica que outro cenário possível caso Boris Johnson vença as eleições é o de Jeremy Corbyn se juntar aos liberal democratas ou aos nacionalistas escoceses.


20h20 – Os últimos apelos ao voto

A menos de duas horas do fecho das urnas, os candidatos continuam a usar o Twitter para apelar ao voto.

“Não deixem que voltemos ao Parlamento fragmentado que tínhamos antes de estas eleições serem convocadas”, pediu Boris Johnson. “Vamos avançar com uma maioria conservadora que consiga concretizar os assuntos”.


“Votem no Partido Conservador para concretizar o Brexit”, acrescentou o atual primeiro-ministro britânico.

Já Jeremy Corbyn utilizou a mesma rede social para voltar a denunciar a alegada tentativa de Boris Johnson de “vender” o Serviço Nacional de Saúde aos Estados Unidos.


“Tem sido difícil manter isto para mim e não fazer comentários (…). Agora sei, com toda a certeza, quem está a vender o nosso Serviço Nacional de Saúde”, escreveu o líder da oposição.

“É Boris Johnson. Estão prontos para o travar? Votem no Partido Trabalhista hoje”, concluiu.

19h06 – Partido Unionista contra Corbyn

Nigel Dodds, líder do Partido Unionista Democrático, deixou claro que nunca irá apoiar Jeremy Corbyn como primeiro-ministro.

“Para a maioria dos unionistas, Jeremy Corbyn está completamente fora de questão. Nunca iremos apoiá-lo como primeiro-ministro”, frisou.

“Ter Jeremy Corbyn como primeiro-ministro traz para a mesa muitas outras coisas que nunca poderíamos aceitar”, explicou Dodds.

18h55 – Filas para votar

Esta quinta-feira é dia de trabalho para muitos dos eleitores, que apenas puderam ir votar ao final da tarde. Por essa razão, as filas têm estado a crescer junto às urnas em várias localidades.


 
18h46 – Eleitores indecisos foram às urnas

A pouco mais de três horas para o fecho das urnas, estima-se que a afluência dos eleitores tenha sido positiva, apesar de não haver ainda dados que permitam fazer comparações com a participação nas últimas eleições.

A enviada especial da RTP a Londres, Rosário Salgueiro, conta que até os britânicos mais indecisos foram às urnas, dizendo que foi no momento que olharam para o boletim de voto que tomaram a decisão final.

Vários eleitores disseram estar cansados do impasse em torno do Brexit, o que terá sido um incentivo ao voto, na esperança que o resultado eleitoral possa resultar em progressos neste processo.

18h30 – Mais um apelo ao voto

O Partido Conservador enviou esta tarde um e-mail aos seus apoiantes a pedir-lhes que votem e a alertar para o facto de os trabalhistas estarem a conseguir muitos votos.

“As nossas equipas no terreno estão a aperceber-se de resultados elevados para o Partido Trabalhista”, lê-se no e-mail, assinado por Boris Johnson.

“Amanhã de manhã, o líder do nosso país vai entrar no número 10 [de Downing Street] e colocar em ação as suas políticas. Esse líder serei eu ou Jeremy Corbyn”.

“Neste momento, a única coisa que está entre Jeremy e Corbyn e Downing Street é o seu voto”, escreve o Partido Conservador.

“Portanto, já votou? A sua família e amigos conservadores já votaram?”, questiona.

18h00 – Irlanda quer “fim da incerteza”

O primeiro-ministro irlandês disse, em Bruxelas, esperar que as eleições britânicas não originem um Governo disfuncional e alertou para o que vem a seguir ao Brexit, caso este se realize no final de janeiro.

“O melhor para a Irlanda, para o Reino Unido e para a Europa é o fim da incerteza, portanto vamos trabalhar com qualquer que seja o resultado, seja ele a vitória de Boris Johnson com maioria absoluta ou uma maioria para os partidos que são contra o Brexit”, afirmou Leo Varadkar.

“Tem sido muito difícil trabalhar com um Governo ‘pendurado’ que não foi capaz de alcançar a maioria em relação a nenhuma decisão. Espero que não estejamos nessa posição amanhã”, confessou.

O chefe de Governo da República da Irlanda alertou ainda para o facto de o Brexit não ficar concluído mesmo que o Reino Unido abandone a União Europeia a 31 de janeiro.

“O Brexit não acaba com a saída do Reino Unido da UE. Apenas passamos para a próxima fase, e isso será muito importante”, explicou.

“O acordo de saída não resolve a questão do comércio, e a relação comercial entre o Reino Unido e a Irlanda é essencial para o nosso sector agrícola e alimentar, para os nossos exportadores e para as nossas pequenas empresas”.

17h38 - Cães nas mesas de votos



17h28 - Jeremy Corbyn usa El Gato para apelar ao voto

Ao contrário de Boris Johnson, que esta quinta-feira levou o seu cão quando foi votar, o líder da oposição decidiu fazer uma publicação no Twitter com o seu gato. A fotografia que partilhou contém uma mensagem que Corbyn desafia os seguidores a decifrarem. "Façam zoom no meu relógio", escreveu.


Por cima do relógio de Jeremy Corbyn pode ler-se: "Se quer salvar o Serviço Nacional de Saúde, faça zoom no meu livro".
"Se quer um aumento dos salários e educação gratuita, faça zoom na minha orelha", lê-se na segunda frase escondida na fotografia.
Por cima da orelha de Corbyn pode ler-se: "Se quer enfrentar a crise climática, faça zoom nos bigodes do El Gato".
"Hoje vote no Partido Trabalhista", lê-se na última frase, camuflada nos bigodes do animal de estimação do líder da oposição.

16h55 - Eleições no Reino Unido não costumam acontecer em dezembro

Esta é a primeira vez em quase 100 anos que há eleições no Reino Unido em dezembro. Mas neste país, os atos eleitorais acontecem sempre a um dia da semana, como conta o enviado especial da RTP, José Rodrigues dos Santos.

As eleições coincidem com celebrações natalícias mas também com temperaturas adversas que caracterizam o Reino Unido nesta altura do ano.

Quanto ao resultado, continua a incerteza sobre o resultado das eleições relacionada com a influência do partido do Brexit. Se Boris Johnson não conseguir maioria absoluta, continuar-se-á numa situação de impasse.

A coligação negativa em que vários partidos dão apoio ao Partido Trabalhista é um cenário improvável, mas não impossível

As urnas fecham às 22h00 e os primeiros resultados oficiais deverão ser conhecidos durante a madrugada.

15h45 - Brexit, um dos "grandes erros" da história britânica

Os eleitores britânicos votam até às 22h00, mas os primeiros resultados só devem ser conhecidos durante a madrugada. À distância, em Portugal, muitos britânicos aguardam com expectativa pelo desfecho desta votação, alguns deles com assumido pessimismo, como conta a jornalista da Antena 1, Cláudia Aguiar Rodrigues. 
É o caso de John Greenfield, professor de Literatura na Faculdade de Letras do Porto, cidade onde vive há 40 anos. O professor está perplexo com o ambiente político instalado no Reino Unido e diz que o país está muito mudado. Considera mesmo que o Brexit é um dos grandes erros da história anglo-saxónica.

15h08 - Polícia de Nottingham ajudou idoso

A polícia de Nottingham ajudou um idoso a votar depois de ter respondido a um caso de um homem de 80 anos com frio e com dificuldades a andar.

"Verificou-se que ele se esforçou demais para caminhar até ao seu local de voto", de acordo com a polícia local. O idoso recebeu ainda um copo de café "para aquecer".



14h00 - Polícia detém homem de 48 anos em North Lanarkshire

A polícia escocesa deteve um homem suspeito de ter colocado um engenho explosivo artesanal junto a um local de voto, em Motherwell, North Lanarkshire.

O engenho foi desativado com uma explosão controlada e os eleitores da secção de voto foram encaminhados para outro local.
O suspeito tem 48 anos e, apesar da detenção, as investigações prosseguem.

13h43 - Reino Unido. Todos os cenários são possíveis num país cansado do Brexit

Os enviados especiais da RTP ao Reino Unido, José Rodrigues dos Santos e Rosário Salgueiro, analisam os aspetos mais relevantes deste ato eleitoral. 

José Rodrigues dos Santos destaca que as sondagens em Inglaterra têm geralmente pouco rigor e são mesmo pouco fiáveis, muito por culpa da natureza do sistema eleitoral britânico. Por isso, continua tudo em aberto até à contagem dos votos.

Este é um dia de risco para Boris Johnson, que pode não alcançar a maioria absoluta, mas também para Jeremy Corbyn, uma vez que o Partido Trabalhista que lidera já foi derrotado por Theresa May nas eleições de 2017.

Rosário Salgueiro, que esteve em várias cidades do Reino Unido na última semana, conta que o país está farto e cansado da questão do Brexit.

Nesta eleição, destaca, nota-se uma grande afluência às urnas, superior à registada em eleições recentes, sobretudo entre os eleitores mais jovens.

13h25 - Maioria absoluta?

As sondagens continuam a dar a vitória ao Partido Conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson, embora a vantagem tenha estreitado nos últimos dias de campanha, como conta o enviado especial da RTP, José Rodrigues dos Santos.

12h50 - #DogsAtPollingStations

Boris Johnson votou esta manhã acompanhado pelo seu cão. Vários eleitores britânicos seguiram o exemplo do primeiro-ministro e estão a levar os seus amigos de quatro patas para as urnas, alguns vestidos com motivos natalícios.






12h34 - Brexit. "Estas eleições são o tudo ou nada"

Filipe Vasconcelos Romão, comentador RTP para assuntos internacionais, sublinha que nestas eleições do Reino Unido será muito provável uma maioria absoluta de Boris Johnson, que implicará "o início do fim da saga do Brexit".



O Partido Conservador sob a liderança de Boris Johnson tem apoiado a saída rápida do Reino Unido da União Europeia.

Com uma maioria nesta eleição, o grupo parlamentar dos tories deverá ser "muito mais coeso que o anterior" para aprovar os planos do primeiro-ministro.

No entanto, a maioria absoluta poderá não ser alcançada, e nesse caso a situação complica-se, refere Filipe Vasconcelos Romão.

Isto porque Boris Johnson afastou possíveis aliados nas recentes negociações com a União Europeia. Se Theresa May contou com o DUP (Irlanda do Norte) para conseguir uma maioria, Boris Johnson já não terá os unionistas à disposição.

A revisão do acordo prevê a possibilidade de uma fronteira no mar da Irlanda, com uma alfândega para os produtos transacionados no Mar da Irlanda. Este aspeto é "uma linha vermelha" para que o DUP apoie o acordo.

"Não havendo uma maioria, Boris Johnson terá sérios problemas para fazer passar o acordo. (...) Estas eleições são o tudo ou nada sobre a capacidade do Partido Conservador para implementar o projeto do seu líder e mentor de todo o processo", sublinha Filipe Vasconcelos Romão.

Do lado da oposição, Jeremy Corbyn não deverá vencer, mas caso obtenha um resultado que seja menos mau que o esperado, é possível que procure manter-se à frente do Partido Trabalhista.

No entanto, se houver uma maioria absoluta, isso poderá acabar por ditar a saída do líder da oposição, considera.

11h40 - Médicos portugueses no SNS britânico

As deficiências do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) acabaram por se sobrepor ao Brexit como tema principal de campanha nos últimos dias. O Reino Unido é um dos principais destinos para os médicos formados em Portugal.

A anestesista Sónia Abrantes trabalha há sete anos no Reino Unido. Em declarações à RTP, diz que nota a decadência do Sistema Nacional de Saúde britânico nos últimos anos, com maior desorganização, escassez de medicamentos, escassez de recursos hospitalares e de vagas hospitalares, por exemplo.

11h15 - Conservadores com vantagem de 11 por cento

Uma sondagem publicada esta quinta-feira para o jornal Evening Standard dá vantagem de 11 por cento ao Partido Conservador.

Boris Johnson deverá ter 44 por cento, o mesmo resultado para que apontava a sondagem de 6 de dezembro. Já o Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn, subiu um ponto percentual em relação aos últimos dados disponíveis, para 33 por cento.

11h00 - A evolução do Partido Conservador nos últimos anos

Estas são as terceiras eleições gerais em menos de cinco anos, desde 2015. O Partido Conservador tem vencido todas os atos eleitorais, mas cada vez com menos deputados.

Em 2015, David Cameron foi eleito para um novo mandato e no ano seguinte convocou o referendo para o Brexit. Demitiu-se na sequência dessa votação, uma vez que apoiava a permanência.

Foi substituído pouco depois por Theresa May na liderança do Partido Conservador e na chefia do Governo. Incapaz de dar seguimento ao processo do Brexit, Boris Johnson substitui a primeira-ministra em julho de 2019.



10h40 - Boris Johnson e Jeremy Corbyn já votaram

Os dois principais candidatos já votaram. Boris Johnson votou por volta das 8h00 perto de Downing Street. Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, votou às 9h30 em Islington North.

Boris Johnson e o Partido Conservador deverão ganhar, segundo as sondagens.

O principal objetivo dos tories é concretizar o Brexit e sair da União Europeia até ao final de janeiro. Porém, não tem garantida a maioria absoluta.

Os trabalhistas de Jeremy Corbyn tentam a todo o custo travar o processo e até propuseram a possibilidade de um novo referendo.

Mas Corbyn nunca foi claro no que pretende fazer, apenas defende novas negociações com a União Europeia.

10h30 - Eleições no Reino Unido. Voto dos jovens pode ser decisivo

Os britânicos vão a votos esta quinta-feira para tentar resolver o impasse sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.
Mas hoje decide-se, para além do futuro do Brexit, o futuro de um país que vai a eleições gerais pela terceira vez em menos de cinco anos.

Neste ato eleitoral, há quatro milhões de novos eleitores, dos quais 35 por cento são jovens, segundo indica a correspondente da RTP, Rosário Salgueiro.

Poderá haver um peso importante do voto jovem nestas eleições, sendo que uma elevada percentagem dos jovens se absteve de votar no referendo de 2016.

Diogo Costa, um jovem de origem portuguesa, reconhece que esta eleição é muito importante e que o Brexit é uma das primeiras políticas no programa eleitoral. Reconhece ainda que o Partido Conservador, de Boris Johnson, deverá sair vitorioso.

10h00 - Os eleitores pronunciam-se nestas eleições sobre o futuro do país, mas também sobre o caminho a seguir no moroso processo do Brexit.

Estas são as segundas eleições gerais a decorrer depois do referendo de 2016 que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia. Desde 1923 que o Reino Unido não realizava atos eleitorais no mês de dezembro.

O ato eleitoral poderá abrir caminho a Boris Johnson, líder do Partido Conservador, a prosseguir com o Brexit. O primeiro-ministro, que chegou à liderança dos tories em julho, após a demissão de Theresa May, tem defendido a saída rápida do país, mesmo sem qualquer acordo.

No entanto, o líder do Labour, principal partido da oposição, promete um novo referendo sobre o Brexit caso seja o vencedor das eleições de hoje. Segundo as últimas sondagens, é no entanto pouco provável que Jeremy Corbyn vença.

Não obstante, será de ter em atenção a evolução de outros dos principais partidos nestas eleições, nomeadamente os Liberais Democratas, liderados por Jo Swinson, que prometem reverter o processo do Brexit e permanecer na União Europeia, e ainda o Partido Nacional Escocês, de Nicola Sturgeon, que quer parar ou reverter o processo de saída do Reino Unido e dar prioridade a um novo referendo sobre a independência da Escócia.

As atenções estarão também voltadas para Nigel Farage, líder do Brexit Party, o partido que venceu as eleições europeias em maio último.

Mas quais são as principais medidas das quatro maiores forças políticas?