Sem-abrigo encontrado morto perto do Parlamento britânico é português

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O incidente gerou alguma controvérsia, uma vez que o homem foi encontrado perto do Parlamento. Jeremy Corbyn, líder do partido Trabalhista, a deixar um cartão de condolências e flores
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O sem-abrigo encontrado morto esta quarta-feira na estação de metro de Westminster, perto do Parlamento britânico, em Londres, era de nacionalidade portuguesa, segundo confirmaram as autoridades locais esta quinta-feira.

O alerta foi dado por elementos da equipa de contacto da autarquia de Westminster na quarta-feira às 07:16 horas, quando foi descoberto o homem sem respirar, levando à chamada dos serviços de emergência.

"Infelizmente, apesar dos esforços de reanimação, ele morreu no local", indicou um porta-voz do Serviço de Ambulância de Londres.

O incidente gerou alguma controvérsia por o homem ter sido encontrado perto do Parlamento, levando o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, a deixar um cartão de condolências e flores.

Na altura, Corbyn escreveu no Twitter: "Acabei de ser informado sobre a morte de um sem-abrigo à entrada do Parlamento. Os poderosos não podem continuar a passar ao lado, enquanto há pessoas que não têm uma casa. Está na hora de todos os deputados assumirem este desafio moral e encontrar casa para todos".



Também o deputado trabalhista David Lammy descreveu o incidente como um "sinal chocante" da incapacidade do governo britânico em solucionar o problema dos sem-abrigo, acrescentando:

"Realmente horrível. Todos os dias, quando entro no Parlamento, pergunto-me se os ministros também não veem o número enorme de pessoas a dormir na rua perto do Parlamento e não percebem que precisam de agir com urgência".

Uma porta-voz do mayor de Londres, Sadiq Khan, declarou que este "ficou profundamente triste" ao saber da morte do sem-abrigo.

Números divulgados em janeiro indicam que o número de pessoas sem abrigo em Inglaterra aumentou 73% desde 2014.
Cerca de 3.000 sem-abrigo em Westminster
A vereadora de Westminster, Rachael Robathan, responsável pelo pelouro para a habitação, lamentou o que aconteceu, num depoimento enviado à agência Lusa.

"Há muitas vezes razões complexas pelas quais as pessoas acabam a dormir nas ruas. Mas seja qual for o plano de fundo, estas são pessoas que precisam de cuidados e apoio", afirmou.

Westminster conta anualmente com cerca de 3.000 sem-abrigo por ano e a autarquia tem equipas de contacto todas as noites que tentam evitar que as pessoas passem mais de duas noites na rua, além de meios de sinalização de pessoas nessa situação.

Toxicodependência, problemas de saúde mental e violência doméstica são algumas das causas identificadas.

"As razões por atrás da trágica morte deste homem não são claras e estamos a trabalhar para perceber o que aconteceu", garantiu.

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, contactada pela agência Lusa, disse que está a acompanhar este caso.

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