Senador brasileiro baleado após tentar travar protesto com retroescavadora

por RTP
O senador Cid Gomes numa imagem de 2015, quando ocupava o cargo de ministro da Educação. Ueslei Marcelino, Reuters

O senador brasileiro Cid Gomes foi baleado, na quarta-feira, durante um protesto policial no Estado do Ceará, quando tentava dispersar polícias com uma retroescavadora. Segundo fontes oficiais, o político não corre perigo de vida.

“O senador Cid Gomes foi baleado com uma arma de fogo e atualmente está a ser estabilizado num hospital da região”, anunciou a assessoria do político em comunicado.

O político brasileiro, irmão do ex-candidato presidencial nas eleições de 2018 Ciro Gomes, estava em Sobral para mediar um protesto de polícias militares que exigiam um aumento salarial.

Vídeos partilhados nas redes sociais exibem o momento em que o senador tenta atravessar o bloqueio com uma máquina retroescavadora e, logo depois, surgem disparos na sua direção, que acabam por partir os vidros do veículo.

Dentro da retroescavadora e perante o cerco de polícias, o senador pedia aos agentes para abandonarem o local: “Vocês têm cinco minutos para pegarem nos vossos parentes, nas esposas e nos vossos filhos e sair daqui em paz. Cinco minutos. Nem um a mais”, gritou Cid, num megafone.

Numa primeira fase, a sua assessoria referiu que o senador tinha sido atingido por uma bala de borracha. Contudo, horas mais tarde comunicaria que o político tinha sido ferido com balas convencionais.

Antes do acontecimento, Cid Gomes escreveu nas redes sociais que estava impressionado com a atitude de quem deve dar segurança às pessoas. “Não estou satisfeito com isso”, afirmou o político.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado brasileiro, escreveu no seu Twitter que está a seguir o caso “com preocupação” e que já pediu mais informações ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e ao governador do Ceará, Camilo Santana. Uma das suas prioridades é “garantir a segurança" de Cid Gomes.

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública fez saber que enviou para o local vários agentes da polícia, acrescentando que “está a acompanhar a situação no Ceará [e a analisar] as providências que podem ser tomadas”.
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