Síria. Governo sem solução para repatriar crianças portuguesas

por Rosário Salgueiro

O Governo português ainda não tem solução para as três crianças portuguesas e duas mulheres que estão detidas num campo sírio sob domínio curdo. Duas destas crianças, de dois e quatro anos, estão gravemente doentes.

As mulheres são mãe e viúva de dois jihadistas portugueses que morreram em combate. Estão há meses a implorar ao Governo para regressar a Portugal.

Mas o ministro português dos Negócios Estrangeiros diz que tem de compatibilizar os direitos destas cidadãs com a segurança nacional.

Em exclusivo ao Sexta às 9, o Comité Internacional da Cruz Vermelha diz que só está à espera de luz verde do Governo português para efetuar o repatriamento das mulheres e crianças doentes.

Já hoje, ao início da tarde, o Governo francês anunciou o o repatriamento de várias crianças detidas em campos curdos, na Síria. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França não avança com o número de menores e diz que os familiares foram avisados nas últimas horas desta decisão.

Da Síria estão a sair crianças órfãs ou que estavam sem os pais. Todas com menos de 5 anos. Até hoje estavam entregues a outras mulheres. Nos campos de detenção sírios continuam as mulheres e os seus filhos. Não há para já a decisão de as trazer.
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