Socialistas espanhóis propõem criação de Centro Nacional de Desaparecidos

| Mundo

Os socialistas espanhóis anunciaram hoje que vão promover uma série de iniciativas para a criação de um Centro Nacional de Desaparecidos, para evitar que este problema, que provoca um grande sofrimento a muitas famílias, seja "invisível e esquecido".

A primeira vice-presidente da comissão do Interior do parlamento, Ana María Botella, recordou que em Espanha há 4.164 buscas ativas de desaparecidos, de um registo de 121.112 denúncias.

A deputada do PSOE anunciou que o seu grupo trabalhará para que este centro se torne uma realidade o mais brevemente possível e "seja dotado de meios humanos, materiais e policiais, assim como de orçamento em 2018".

Ana María Botella criticou que nesta legislatura "tenha diminuído o interesse do Governo" sobre este assunto, apesar de o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, anunciar que "o iria impulsionar".

A responsável reuniu-se hoje com o presidente e a diretora da Fundação Quem Sabe Onde Global, Paco Lobatón e Anabel Carrillo, no âmbito das reuniões que manterá com associações de desaparecidos.

Por seu lado, Lobatón pediu "propostas de ação" para a criação do citado Centro Nacional de Desaparecidos, para que seja "algo mais que um observatório".

O representante da organização considerou ser fundamental que o problema das pessoas desaparecidas seja tratado como "um problema social" e, portanto, "deveria ser valorizada como uma questão de Estado".

Lobatón recordou que uma das principais reivindicações das associações é que "haja um cruzamento de informação de pessoas desaparecidas e de restos humanos", assim como a melhoria das bases de dados com que trabalham as forças de segurança do Estado.

Tópicos:

Anabel Carrillo,

A informação mais vista

+ Em Foco

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Doze meses depois da eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, com Donald Trump ao leme da Casa Branca, os Estados Unidos mudaram. E o mundo afigura-se agora mais perigoso.

        Uma caricatura do mundo em que vivemos.