Timor-Leste concretiza terça-feira compra de participação no Greater Sunrise

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Uma delegação timorense assina terça-feira, em Singapura, a compra de uma participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise pela petrolífera timorense Timor Gap, no valor de 650 milhões de dólares (575 milhões de euros).

Xanana Gusmão, representante especial do Governo para os temas de petróleo e gás, lidera a delegação, que inclui ainda o ministro indigitado das Finanças, Hélder Lopes, e o presidente e diretor executivo da Timor Gap, Francisco Monteiro, indicaram à Lusa fontes governamentais.

Da delegação, que assinará a compra das participações da ConocoPhillips e da Shell no consórcio, fazem ainda parte Gualdino da Silva, presidente da Autoridade Nacional de Petróleo e Minerais (ANPM), James Rhee, diretor executivo da TL Cement e outros responsáveis timorenses.

A ConocoPhillips estará representada pelo presidente Chris Wilson e pelo vice-presidente David Bridges.

A Shell, por seu lado, será representada pela vice-presidente Cecile Wake e pelo diretor de desenvolvimento empresarial, Vikaip Agarwai.

Envolvidos no negócios estiveram elementos do escritório de advogados português Miranda & Associados e ainda da empresa PwC.

Hoje, a delegação timorense manteve várias reuniões para elaborr os "documentos de conclusão" do negócio, essenciais para que se concretizassem as transferências de fundos para a ConocoPhillips e para a Shell.

De acordo com as mesmas fontes, a cerimónia de conclusão decorre nos escritórios da empresa de advogados HSF, cabendo às partes assinar a "carta de conclusão", antes de declarações aos jornalistas da Lusa e das televisões timorenses GMN e RTTL, que viajaram até Singapura para acompanhar o acordo.

Com a concretização do negócio, acordado no ano passado com as petrolíferas, Timor-Leste vai assumir uma participação maioritária de 56,6% no consórcio do projeto, que inclui ainda a petrolífera australiana Woodside, como operadora, e a Osaka Gas.

Numa recente entrevista à Lusa, Francisco Monteiro disse que Timor-Leste quer evitar recorrer ao Fundo Petrolífero (FP) para financiar os custos de capital (CAPEX) de até 12 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 11 mil milhões de euros) para o desenvolvimento do projeto do gasoduto para Timor-Leste e processamento na costa sul.

Após o início da produção, é esperado um retorno financeiro que pode alcançar os 28 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros), explicou o responsável.

"A nossa estimativa conservadora é de que pelo menos 28 mil milhões [de dólares] entrarão no FP do Greater Sunrise, sem contar outros benefícios económicos, como empregos criados, por isto ocorrer em Timor-Leste", disse o presidente e diretor executivo da Timor Gap.

No cenário mais conservador de lucros, as contas da Timor Gap assentam na previsão de que o Greater Sunrise tem reservas de 4,6 triliões de pés cúbicos de gás e 226 milhões de barris de petróleo, com um preço de 62,5 dólares por barril.

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