Títulos da dívida soberana de Moçambique anulam perdas originadas pelo default

| Mundo

Os títulos de dívida pública de Moçambique recuperaram da forte desvalorização que se seguiu ao anúncio, em outubro de 2016, de que o Governo não iria pagar aos credores, regressando esta semana aos 83 cêntimos.

De acordo com a evolução dos valores destes títulos, consultados hoje pela Lusa, os 727,5 milhões de dólares de dívida soberana que resultaram da troca por obrigações da Empresa Moçambicana de Atum regressaram aos 83 cêntimos de dólar, depois de terem chegado a transacionar por apenas 55 cêntimos.

Em janeiro de 2017, quando Moçambique falhou o pagamento do primeiro cupão deste título, o valor caiu para 55 cêntimos de dólar, face aos 83 a que estava quando o ministro da Economia e Finanças foi a Londres, em outubro de 2016, anunciar que o país iria entrar em incumprimento financeiro.

No seguimento deste `default`, há praticamente um ano, os credores dos títulos de dívida reuniram-se num grupo que defende que Moçambique tem dinheiro para honrar os seus compromissos e que o não-pagamento resulta de uma opção política e não de uma incapacidade financeira.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) continua sem financiar o país até que a totalidade do relatório da auditoria sobre as dívidas escondidas seja divulgado e os doadores mantêm o corte no financiamento, o que dificulta a recuperação económica e o equilíbrio das contas públicas.

A recuperação face à desvalorização iniciada em outubro de 2016 é particularmente simbólica porque evidencia a expectativa dos investidores de que o país volte a ter disponibilidade financeira para pagar as dívidas, pelo menos nestes títulos que maturam em 2023.

Tópicos:

Monetário, Moçambicana,

A informação mais vista

+ Em Foco

Um terramoto de magnitude 7,5 e um tsunami varreram a ilha de Celebes, causando a morte de pelo menos duas mil pessoas. A dimensão da catástrofe é detalhada nesta infografia.

    Em entrevista exclusiva à RTP, Flávio, um dos filhos de Jair Bolsonaro, afirmou que o candidato do PT Fernando Haddad devia juntar-se a Lula da Silva.

    Na Venezuela, os sequestros estão a aumentar. Em Caracas, só este ano foram raptadas 107 pessoas.

      Faltam seis meses para a saída do Reino Unido da União Europeia. Dia 29 de março de 2019 é a data para o divórcio. A RTP agrega aqui uma série de reportagens sobre o que o Brexit pode significar.