Tribunal dos EUA confirma exigência de escolta para jornalistas que cobrem Pentágono
O Tribunal de Recurso para o circuito do Distrito de Colúmbia confirmou a decisão do Governo norte-americano que impõe escolta para todos os jornalistas que cubram o Departamento de Defesa.
Com dois votos favoráveis e um contra, o órgão rejeitou na sexta-feira a contestação apresentada pelo The New York Times e pelo jornalista Julian Barnes, por considerar que foram incapazes de demonstrar que "a medida tem um impacto particularmente adverso sobre eles ou sobre a sua capacidade jornalística, que se mostre diferente do efeito sobre outros jornalistas sujeitos à regra".
No seu voto contrário aos outros dois magistrados, o juiz Bradley Garcia defendeu que "uma medida governamental de represália não deveria ficar isenta de responsabilidades, simplesmente porque se aplica de maneira ampla e uniforme".
O jornal nova-iorquino agradeceu ao tribunal a rápida decisão e confirmou a intenção de continuar a litigar "o cerne desta questão", num comunicado citado pela estação televisiva CBS.
O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, vincou que a decisão é "uma medida de segurança de bom senso, concebida para proteger informações classificadas de defesa nacional".
"Os repórteres não têm o direito, garantido pela Primeira Emenda [da Constituição norte-americana], de circular livremente pelos corredores do Pentágono", afirmou numa publicação nas redes sociais.
Desde a implementação da medida, há algumas semanas, o Departamento da Defesa assistiu "a uma redução significativa das divulgações não autorizadas que antes ocorriam com uma frequência alarmante e que punham em risco várias vidas norte-americanas, membros do Pentágono e aliados", acrescentou.