Trump acusado de usar dinheiro da caridade para fins pessoais

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Underwood acusa a família Trump de uma “conduta ilegal persistente” por ter utilizado dinheiro da caridade para outros fins
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A procuradora-geral de Nova Iorque, Barbara Underwood, processou esta quinta-feira o Presidente norte-americano e três dos seus filhos por alegadamente terem desviado dinheiro da Fundação Donald J. Trump para fins pessoais. A acusação é fruto de uma investigação de quase dois anos.

Underwood acusa a família Trump de “conduta ilegal persistente” por ter utilizado dinheiro da caridade para outros fins, entre os quais o financiamento da campanha presidencial de 2016. “Utilizaram os ativos da fundação como um livro de cheques”, declarou, acrescentando que o dinheiro serviu fins pessoais, políticos e empresariais da família. “Donald Trump geria a fundação de acordo com os seus caprichos, não de acordo com a lei”, afirmou.

Entre as transações ilícitas apontadas por Underwood encontra-se um pagamento de dez mil dólares para a aquisição de um quadro de Donald Trump que está atualmente exposto num dos hotéis do Presidente norte-americano, assim como a utilização de 158 mil dólares para resolver um processo de tribunal contra um dos campos de golfe de Trump.

O processo apresentado pela procuradora-geral exige 2,8 milhões de dólares em multas e para restituição do dinheiro utilizado ilegalmente por Trump, sendo também pedido que um milhão de dólares seja doado a outras instituições de caridade.
“Vergonhosos democratas”
A acusação, que chega no dia do 72.º aniversário de Trump, pretende acabar com a fundação e impedir que Donald Trump esteja encarregue de outras instituições de caridade durante dez anos. Aos filhos Donald Junior, Eric e Ivanka Trump, também envolvidos no processo, solicita-se que se mantenham afastados deste tipo de instituições durante um ano.

O Presidente norte-americano defendeu-se das acusações na rede social Twitter, onde afirmou que “os vergonhosos democratas de Nova Iorque” estão a “fazer tudo o que podem” para o processar utilizando como argumento “uma fundação que arrecadou 18.800 milhões de dólares e que deu à caridade mais dinheiro do que aquele que recebeu: 19.200 milhões de dólares”. “Não me vou deixar ficar perante estas acusações”, terminou.


Apesar de inicialmente esta fundação receber apenas donativos feitos por Donald Trump, o Presidente norte-americano deixou de contribuir em 2008, altura em que começou a depender exclusivamente de doações externas. Ao fazê-lo contrariou a lei norte-americana, que dita que nesse caso a fundação teria de estar registada como “organização de caridade” e não como “fundação privada”.

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Barbara Underwood, Fundação, Nova Iorque, Donald Trump,

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