Trump demite chefe da Segurança Nacional John Bolton

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O presidente Donald Trump acaba de despedir o conselheiro para a Defesa Nacional, John Bolton, na sequência de fortes desacordos entre ambos relativamente a uma série de opções para a linha política norte-americana.

Uma série de discordâncias de John Boltons relativamente às opções políticas do Presidente Trump terá estado na origem da ruptura entre o homem forte da Casa Branca e o chefe da Segurança Nacional norte-americana.

O próprio Presidente afirmou ter comunicado ele próprio a dispensa de serviços a Bolton, manifestando-lhe nesse telefonema que estava “em forte desacordo” relativamente a muitas das suas ideias para o país.




“Na última noite informei John Bolton de que os seus serviços não são mais necessários na Casa Branca. Discordo profundamente de muitas das suas sugestões, tal como discordam ouros elementos da Administração”, escreveu Donald Trump na sua conta do Twitter.

Agradecendo o trabalho de Bolton nestes 18 meses que integrou a Administração, Trump sublinhou a impossibilidade para lidar com os desencontros de ideias apresentadas por ambos e deixou a promessa de que apresentará um novo responsável máximo para a Segurança Nacional na próxima semana.

Esta versão dos acontecimentos foi já desmentida por Bolton, também na sua conta do Twitter.

 
O agora ex-conselheiro explica que ofereceu a sua demissão a Trump na última noite, tendo o Presidente dito "vamos falar sobre isso amanhã [esta terça-feira]".
Irão e Coreia do Norte desgastaram Bolton

Nos últimos meses, Bolton assumiu publicamente o cenário de um ataque contra o Irão, criticando de forma incisiva a série de testes com mísseis balísticos levados a cabo pelos norte-coreanos - tudo o contrário da apreciação que Trump tem em relação a estes dossiers.John Bolton fora já assessor de George Bush e Ronald Reagan. Foi nomeado conselheiro de Segurança Nacional de Trump em março de 2018.

É, portanto, sob este atrito entre as duas principais figuras da Defesa dos Estados Unidos que se dá a cisão.

A imprensa norte-americana sugere que estes serão os dois temas que levam agora à demissão, numa altura em que Trump procura abrir vias de diálogo diplomático com Teerão e Pyongyang.

Mas não foi apenas Trump, com quem entrou agora em ruptura total, a antagonizar as posições de Bolton. Um dos seus adversários internos na Administração seria, desde logo, Mike Pompeo, secretário de Estado e um dos principais apaniguados do Presidente.

Bolton nunca escondeu a linha dura com que tomaria a Segurança Nacional e a estratégia para a política externa norte-americana. Ao longo do seu percurso nesta terceira passagem pela Casa Branca pressionaria o Presidente Trump na abordagem à questão da Coreia, desenhando ainda uma estratégia de linha dura nas relações com a Rússia e o Afeganistão.

O carácter alegadamente “bélico” de Bolton (a warmonger) era por vezes objecto das piadas de Trump que, de acordo com a Reuters, terá dito durante uma reunião na Sala Oval que “John nunca viu uma guerra de que não gostasse”.

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