Trump obtém um quinto do valor inicial para erguer muro a sul

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Ainda não é claro se o Presidente dos Estados Unidos vai aprovar a proposta para o financiamento da segurança na fronteira
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Os representantes dos democratas e republicanos chegaram a um acordo preliminar que prevê 1,3 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) para construir 88,5 quilómetros do muro que o Presidente dos Estados Unidos quer ter na fronteira com o México. A verba está longe dos 5,7 mil milhões exigidos por Donald Trump e que levaram ao maior bloqueio dos serviços federais norte-americanos, ao longo de 35 dias.

"Chegámos a um acordo em princípio" sobre o financiamento de programas de segurança nas fronteiras até 30 de setembro, anunciava ontem à noite o senador republicano Richard Shelby.

"As nossas equipas vão trabalhar febrilmente para reunir todos os detalhes. Acreditamos que se isto se tornar em lei, manterá o governo aberto", acrescentava, ao lado do senador democrata Patrick Leahy.

No entanto e pouco mais tarde, aliados do Presidente criticavam o acordo na Fox News, enquanto a democrata Rita Lowey defendia na CNN que o acordo garante segurança para a fronteira e evita um novo shutdown. Na próxima sexta-feira acaba o financiamento de algumas agências federais.

O documento precisa de ser aprovado no Congresso e da assinatura do Presidente, cuja opinião sobre a proposta ainda está por revelar.
O que diz o acordo preliminar
Em vez dos 5,7 mil milhões de dólares, Donald Trump obteria 1,37 mil milhões para a construção de novas cercas ao longo da fronteira a sul. O valor é aproximadamente a mesma quantia que o Congresso alocou nos últimos dois anos.

A vedação será construída no Vale do Rio Grande, no Texas, usando materiais como ripas de metal, em vez do muro de cimento.

O pacto inclui um montante destinado a garantir outras medidas de segurança, incluindo uma triagem avançada na entrada na fronteira, de acordo com a Associated Press.

Foi ainda acordada a redução do número de camas nos centros de detenção, das atuais 49.057 para 40.250 unidades.

Com o anúncio, depreende-se ainda que foi superado o impasse com os republicanos a rejeitarem a intenção dos democratas em definirem um limite para o número de imigrantes sem documentos, que já estavam nos EUA e que poderiam ser detidos pelas autoridades de imigração.
“Os muros salvam vidas”
No primeiro comício do ano, em El Paso, Donald Trump aventou que ainda desconhecia os detalhes do acordo, mas que “foram progressos” no que respeita ao muro.

Perante um estádio repleto de apoiantes, Donald Trump disse que o Governo já construiu "uma grande parte" do muro e que agora quer "terminar" e "rápido" aquela infraestrutura.

“Precisamos do muro e tem de ser construído”, afirmou o Presidente, que chegou a ameaçar declarar o estado de emergência nacional para financiar a construção sem o Congresso.

“Os muros funcionam, os muros salvam vidas”, clamou à multidão, dando como exemplo a cerca erigida em Cidade Juárez, no México, que referiu como tendo “feito uma grande diferença”.“Estamos a construir o muro de qualquer maneira”, acrescentou.

No entanto, as obras em curso – financiadas com 1,6 mil milhões de dólares obtidos do Congresso em 2017 – consistem no reforço de estruturas já existentes em detrimento do alargamento da vedação ao longo da fronteira.

Donald Trump já não menciona uma das principais ideias da campanha de 2016 – que o muro iria ser construído e era o México que ia pagar - e admite que a barreira poderá não ser de betão.

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