Turbulência "severa" faz 37 feridos num voo da Air Canada

por RTP
O avião, que transportava mais de 200 passageiros e 15 tripulantes, foi forçado a fazer uma aterragem de emergência no aeroporto internacional de Honolulu Ben Nelms - Reuters

Um voo da Air Canada com destino a Sidney foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência no Havai devido à turbulência "severa" sentida a bordo. O acidente, que durou alguns segundos, fez 37 feridos.

Passageiros bateram com as cabeças no teto do avião, máscaras de oxigénio libertadas, malas caíram das bagageiras e carrinhos sobre comissárias de bordo. Este foi o cenário do voo da Air Canada, que partiu de Vancouver com destino a Sidney, Austrália.

A aeronave Boeing 777-200 encontrou uma repentina "turbulência de céu claro, cerca de duas horas depois de passar o Havai", disse a companhia área. Encontrava-se a sensivelmente 11 mil metros de altitude (ou 36 mil pés) e a 966 quilómetros de Honolulu, Havai. A CBC, rede de televisão canadiana, fala em "turbulência severa e inesperada".




Vários passageiros não terão tido tempo para colocar os cintos de segurança, e alguns bateram com as cabeças no teto.

"Algumas pessoas que não tinham cinto voaram e bateram com as cabeças no teto e tudo, por isso foi muito intenso", disse um passageiro ao canal de televisão local, KHON.

Há também relatos de sangue e dentes perdidos na cabine.

O avião, que transportava mais de 200 passageiros e 15 tripulantes, foi forçado a fazer uma aterragem de emergência no aeroporto internacional Daniel K. Inouye, em Honolulu.


A tripulação do voo da Air Canada pediu apoio médico, segundo a Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos. A companhia área providenciou ainda um hotel até que um novo voo para a Austrália fosse marcado.

"A nossa primeira prioridade é sempre a segurança dos nossos voos, passageiros e tripulação, e, como precaução, pedimos apoio médico para examinar os passageiros em Honolulu", disse a companhia.
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