Turquia reivindica a morte de 394 "terroristas" na primeira semana da operação em Afrin

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Combatentes do Exército Livre da Síria, ELS, apoiado pela Turquia, durante operações no norte da Síria
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A Turquia reivindicou hoje a morte de 394 "terroristas" de diferentes milícias curdas e do grupo Estado Islâmico (EI) na primeira semana da intervenção militar que está a realizar no enclave de Afrin, no noroeste da Síria.

Num comunicado destinado a fazer um balanço da primeira semana da operação "Ramo de Oliveira", o Estado-Maior do Exército turco indica que está a coordenar a força aérea e unidades terrestres com as forças do opositor Exército Livre da Síria (ELS).

"Até ao momento, os aviões e helicópteros turcos destruíram 340 objetivos na zona de Afrin", lê-se no documento, que dá conta também de ter sofrido três baixas e 30 feridos entre as suas forças, enquanto nas do parceiro do ELS morreram 13 elementos e outros 24 ficaram também feridos.

O diário turco Hurriet indica hoje na sua edição eletrónica que o mau tempo, com fortes chuvadas e neve, as unidades militares governamentais estão a avançar com dificuldade.

Em vários comunicados, o Presidente turco, Recep Erdogan, e o primeiro-ministro, Binali Yildirim, realçaram que a operação militar não se ficará só pelo enclave de Afrin, estendendo-se a toda a zona fronteiriça da Turquia.

Do outro lado, as milícias curdas apelaram hoje ao regime sírio, liderado pelo Presidente Bashar Al-Assad, para que apoie a luta contra o exército turco e as forças do ELS, bem como contra uma terceira parte envolvida no conflito, o próprio EI.

"O cantão autónomo de Afrin é parte indivisível da Síria e as nossas forças assumiram ao longo de seis anos o cumprimento das suas obrigações nacionais de proteger a zona. Apelamos ao Estado sírio a assumir também as suas obrigações soberanas e a proteger a fronteiras com a Turquia contra os ataques (turcos)", refere-se num comunicado das milícias, que ainda não obteve resposta de Damasco.

As autoridades turcas que atuam em Afrin têm agido com "grandes cautelas" e de forma "muito delicada", uma vez que as milícias curdas, consideradas "terroristas" por Ancara, terão recebido apoio logístico dos Estados Unidos para poder combater o EI.

Numa entrevista hoje ao canal CNNTurk, Numan Kurtulus, ministro da Cultura e Turismo turco, afirmou não acreditar que os soldados turcos possam envolver-se em confrontos contra tropas norte-americanas na região.

"Os Estados Unidos vão entender rapidamente o erro e vão perguntar-se por destruírem as relações com um aliado forte e estratégico (Turquia) por terem apoiado uma organização terrorista (milícias curdas)", sublinhou.

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