Ucrânia. Chanceler alemão pede à Rússia "passos inequívocos" para diminuir tensão

por Lusa

O Chanceler alemão, Olaf Scholz, exortou hoje a Rússia a dar "passos inequívocos" no sentido da diminuição da tensão na fronteira com a Ucrânia, após um encontro em Madrid com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Na sua primeira visita a Espanha desde que tomou posse, o chanceler alemão sublinhou que "é muito importante ver passos inequívocos por parte da Rússia no sentido da diminuição da tensão".

Numa conferência de imprensa conjunta depois do encontro entre os dois chefes de Governo, Scholz salientou a gravidade da situação, que representa um "perigo para a soberania da Ucrânia", e por isso considera necessário "fazer todo o possível" para evitar uma intervenção militar.

"A inviolabilidade das fronteiras é algo que temos de respeitar", sustentou o chanceler, alertando que a mensagem clara da Alemanha é que "qualquer ameaça à integridade da Ucrânia terá um custo elevado".

Scholz insistiu que qualquer "agressão militar terá graves consequências políticas e económicas" e salientou que é importante fazer "tudo o que for possível para evitar que isso aconteça".

Pedro Sánchez concordou com as palavras do seu homólogo alemão e também fez um "apelo à diminuição da tensão", bem como ao "respeito pelas fronteiras" e à "integridade territorial" da Ucrânia.

Os países ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado cerca de 100.000 soldados na fronteira com a Ucrânia nos últimos meses, para preparar um ataque àquele país.

Moscovo nega e exige, por seu lado, garantias ocidentais de que será travada a ideia de expansão da NATO para países junto às suas fronteiras, em particular para a Ucrânia.

Esta foi a primeira visita de Scholz a Espanha desde que tomou posse em dezembro, após substituir Angela Merkel, e o governo espanhol considerou-a de grande importância para a colaboração futura entre os dois executivos, tanto a nível bilateral como internacional, especialmente na Europa.

Outras questões abordadas na reunião bilateral foram a evolução da pandemia de covid-19, os preparativos para a cimeira da NATO a realizar em junho em Madrid, a política energética da União Europeia, a reforma das regras orçamentais dos 27, o pacto europeu de migração.

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