União Africana prepara reforço de 3.000 soldados para o Sahel

por Lusa

A União Africana (UA) anunciou hoje que se está a preparar para destacar uma força de 3.000 soldados para o Sahel, num esforço para tentar travar a propagação de grupos `jihadistas` e da insegurança na região.

A decisão, hoje divulgada, foi tomada durante a 33.ª Cimeira da UA, que se realizou em Adis Abeba, capital etíope que acolhe a sede da organização continental, no início de fevereiro.

"Sobre a decisão da cimeira de trabalhar para o destacamento de 3.000 homens para ajudar os países do Sahel a enfraquecer os grupos terroristas, penso que é uma decisão que vamos trabalhar com o G5 Sahel [grupo constituído por Mali, Níger, Burkina Faso, Mauritânia e Chade] e com a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental]", afirmou o comissário da UA para a Paz e Segurança, Smail Chergui, numa conferência de imprensa em Adis Abeba.

Apesar de ter sido tomada na cimeira que decorreu nos dias 09 e 10 de fevereiro, a decisão não foi imediatamente comunicada. Dada a tardia hora do final dos trabalhos, o encontro não contou com cerimónia de encerramento ou discursos de conclusão.

Os países do Sahel enfrentam uma situação de deterioração da segurança, motivada pelo aumento da presença de grupos `jihadistas`, que tem levantado preocupação entre a comunidade internacional.

De acordo com a ONU, mais de 4.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 em Burkina Faso, Mali e Níger, tendo o número de pessoas deslocadas aumentado dez vezes, ficando próximo de um milhão.

Além de uma força conjunta do G5 Sahel, a região conta também com a operação Barkhane, uma missão das Forças Armadas francesas no Mali, que conta com mais de 4.500 militares.

A União Africana integra 55 países, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, é dirigida por uma comissão e a sua presidência ocupada rotativamente pelos países pelo período de um ano.

Atualmente, a presidência da organização está a cargo da África do Sul, que recebeu o testemunho do Egito durante a edição mais recente da cimeira da UA.

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