Venezuela acusa adido comercial dos EUA de ameaçar o Conselho Nacional Eleitoral

| Mundo

|

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) acusou hoje o adido comercial dos Estados Unidos da América em Caracas de criticar e ameaçar aquele organismo, ao afirmar que não há condições democráticas e transparentes para as presidenciais de Maio.

"O poder eleitoral, perante as ignominiosas declarações emitidas pelo encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, Todd Robinson, quer denunciar, perante o país e a comunidade internacional a ingerência grosseira deste funcionário nos assuntos internos da nossa República", explica um comunicado do CNE.

No documento, o CNE afirma que Robinson proferiu ameaças e críticas ao trabalho daquele organismo e às condições da democracia na Venezuela que "evidenciam um profundo desconhecimento do sistema eleitoral venezuelano e constituem uma afronta dolorosa às minorias excluídas e reprimidas do seu próprio país (EUA), carentes de acesso aos mínimos direitos políticos em qualquer democracia".

"A Venezuela não necessita de nenhuma colaboração dos EUA em matéria eleitoral, porque o sistema eleitoral desse país é frágil e não oferece garantias em nenhuma das suas fases, em matéria de respeito pelos direitos políticos e menos ainda quanto ao são funcionamento da democracia", explica.

Todd Robinson esteve na quarta-feira no Estado venezuelano de Anzoátegui (leste de Caracas, a capital do país), para inaugurar um novo espaço de um instituto de formação.

Em declarações aos jornalistas, Todd Robinson, referiu-se às sanções dos EUA contra funcionários do Governo de Caracas, precisando que "a listagem de sancionados ainda não está terminada" e admitindo que em breve serão divulgados novos nomes, que incluem dirigentes políticos.

Por outro lado, o adido comercial sublinhou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, não apoia a convocação de eleições presidenciais na Venezuela e que os EUA têm sido claros ao afirmar que na Venezuela "não estão dadas as condições democráticas e transparentes" para os comícios.

"Estaremos sempre na disposição de ajudar os venezuelanos e de tentar prestar a colaboração necessária para que a Venezuela seja novamente um país próspero e democrático", acrescentou.

Em resposta, o CNE afirma que "a Venezuela conta com um robusto sistema de garantias eleitorais que dá segurança aos venezuelanos quanto ao pleno respeito pelos seus direitos políticos".

"No próximo 20 de Maio haverá eleições na Venezuela: livres, seguras e transparentes. Este Poder Eleitoral garante o direito de todos os venezuelanos a exercer a sua soberania", afirma o comunicado do CNE.

A informação mais vista

+ Em Foco

Em 9 de abril de 1918, a ofensiva alemã varre a resistência portuguesa. O dossier que se segue lança um olhar sobre o antes, o durante e o depois.

    Quase seis décadas depois, a Presidência de Cuba deixou de estar nas mãos de um membro do clã Castro.

    Kim e Donald passaram do insulto à vontade mútua de fazer história. Bem-vindos à era das ilusões.

    Uma caricatura do mundo em que vivemos.