Vídeo mostra soldados camaroneses a executarem uma dezena de pessoas

| Mundo

A difusão de um novo vídeo, que mostra a execução de uma dezena de pessoas por alegados soldados camaroneses, reacendeu hoje a polémica sobre a atuação das forças armadas dos Camarões, frequentemente acusadas de violação dos direitos humanos.

As imagens foram mostradas hoje pela Amnistia Internacional (AI), mas já circulavam nas redes sociais.

O vídeo, com dois minutos, mostra 12 homens sem armas a serem executados a tiro contra um muro e, segundo a AI, "é verdadeiro", tendo sido realizado na localidade de Agashishigasha, no norte dos Camarões, zona na qual as Forças Armadas combatem o grupo `jihadista` Boko Haram.

Além de terem matado os 12 homens os soldados terão, alegadamente, incendiado casas.

A divulgação do vídeo ocorreu um dia depois do chefe do Governo Paul Biya ter admitido a autenticidade de outro similar que mostra a execução sumária de duas mulheres -- supostamente terroristas, com os seus filhos.

O Governo ainda não emitiu, até ao momento, qualquer reação oficial.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) considerou na sexta-feira que os ataques terroristas do Boko Haram e Estado Islâmico "causaram uma larga e devastadora perda de vida, tiveram um impacto humanitário devastador, incluindo a deslocação de um grande número de civis na Nigéria, nos Camarões e no Chade, e representam uma ameaça para a estabilidade e a paz na África Central e Ocidental".

Notou ainda "com particular preocupação o uso continuado pelo grupo radical Boko Haram de mulheres e raparigas como bombistas suicidas", o que considerou que "criou uma atmosfera de suspeição para mulheres e raparigas, tornando-as alvo de assédio e estigmatização nas comunidades afetadas e de detenções arbitrárias pelas forças de segurança".

Tópicos:

Amnistia, Nigéria, Ocidental Notou,

A informação mais vista

+ Em Foco

Uma parte central da Ponte Morandi, em Génova, Itália, desabou na manhã de terça-feira durante uma tempestade. Morreram dezenas de pessoas.

    É um desejo antigo do Homem poder tocar as estrelas. Um feito que parece ser agora "quase" alcançável através da missão espacial solar Parker.

      Entre as 21h00 de domingo e as 8h00 de segunda-feira, o mundo viu uma chuva de Perseidas, espetáculo habitual em agosto. Nos locais mais remotos, foi possível admirar melhor o fenómeno.

        Uma semana depois de as chamas deflagrarem em Monchique, a Proteção Civil deu o incêndio como dominado e em fase de resolução. Portugal volta a ser o país com mais área ardida na Europa.