Wikileaks. Suécia põe fim à investigação de violação contra Julian Assange

por RTP
Imagem de Julian Assange a sair das instalações da polícia de Londres depois de ter sido retirado da embaixada do Equador onde estava refugiado Reuters

A Suécia decidiu terminar a investigação de violação de que era alvo o fundador do Wikileaks, Julian Assange. A decisão - tomada depois de terem sido revistas as provas - foi anunciada ao início desta tarde. O ativista australiano foi acusado por duas mulheres suecas de violação depois de ter visitado o país em agosto de 2010. Assange, de 48 anos, negou sempre a acusação.

O fundador do Wikileaks, que esteve refugiado na embaixada do Ecuador em Londres durante vários anos, para evitar a extradição, está atualmente preso na prisão de Belmarsh, no Reino Unido.

Os procuradores suecos indicaram que as provas que existem não são suficientes para que o alegado crime possa ser provado. Mas também afirmaram que há ainda a possibilidade de recurso à decisão de deixar cair a investigação.

A informação agora conhecida coloca os tribunais britânicos perante uma nova questão - a de libertar Assange ou manter o processo de extradição pedido pelos EUA e Suécia, uma vez que a decisão pode ser alvo de recurso, tal como referido pela Procuradoria sueca.

Os EUA pedem a extradição de Assange sob a acusação de 18 crimes, entre os quais conspiração para piratear computadores do Governo e de violação de uma lei de espionagem.

Assange foi retirado da embaixada do Ecuador em abril deste ano depois de lá ter estado durante cerca de sete anos, refugiado, para evitar a extradição. Desde então que está detido numa prisão nos arredores de Londres.
O fundador da organização WikiLeaks é considerado responsável pela maior divulgação de dados na história militar norte-americana depois de, em 2010, ter publicado cerca de 470 mil documentos confidenciais relativos à diplomacia dos Estados Unidos e às guerras no Afeganistão e no Iraque.
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