Alexandre Brito

O Presidente, as selfies e os sem-abrigo

Numa noite de muito frio, com planos de contingência em prática em várias cidades por causa das baixas temperaturas, o Presidente da República voltou a andar pelas ruas da cidade de Lisboa a acompanhar o trabalho de quem ajuda os sem-abrigo. Selfie aqui, selfie ali, com muitas câmaras de televisão atrás, Marcelo Rebelo de Sousa chama a atenção para um problema que atinge milhares de portugueses.

Porque são milhares as pessoas que vivem na rua. Muitas mais do que se pensava. O flagelo dos sem-abrigo é um problema que Marcelo Rebelo de Sousa colocou na agenda política desde o primeiro dia. E pediu soluções ao Governo. 


Uma situação que nunca será, na verdade, resolvida na totalidade, quer pela dimensão, quer pelas particularidades de quem vive na rua, com situações graves que ultrapassam muitas vezes a equação da falta de uma casa.

Na rua, Marcelo tira selfies com os sem-abrigo. Espalha abraços e dá beijinhos às equipas de voluntários que ajudam quem precisa. Imagens que são depois divulgadas pelas estações de televisão e por esse mundo das redes sociais.

É esta a sua forma de exercer a presidência. Bem distante do que acontecia com Cavaco Silva. É por vezes criticado, é certo, pelo excesso. E estamos bem conscientes que Marcelo Rebelo de Sousa sabe o que faz – de política falo – ao deixar as salas do Palácio de Belém para andar na rua de mãos dadas com os portugueses.

Apesar disso, os abraços aos sem-abrigo, que pintam as reportagens desta manhã, devem servir de exemplo para todos nós, que tantas vezes olhamos para o lado.

O Governo, as câmaras municipais, as instituições de solidariedade têm aqui um papel fundamental. 

Mas também nós, cada um de nós. A começar por não virar a cara. E quem sabe, sair um dia para rua, como um verdadeiro presidente, e espalhar ajuda e um abraço. Não resolve. Mas faz bem.

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