Alexandre Brito

Será isto plágio?

A forma como Diogo Piçarra colocou um ponto final na polémica sobre a música que levou ao Festival da Canção da RTP é exemplo de uma boa gestão de carreira no "perigoso" mundo das redes sociais. Neste campo de batalha a informação circula e espalha-se com uma rapidez extraordinária. É por isso fundamental avaliar e reagir rapidamente a polémicas sobre o nosso trabalho. O Diogo percebeu isso. Bem.

As redes sociais são assim. Servem, entre várias coisas, para promover pessoas, carreiras, acontecimentos, eventos. Quando bem utilizadas são uma ferramenta fabulosa.

Mas podem também destruir em poucos dias essas mesmas carreiras. Não entender isso, pode ser fatal. Não reagir, um erro.

O Diogo Piçarra avaliou o que estava a acontecer desde que começou a polémica relacionada com o alegado plágio da música que levou ao Festival da Canção. Com provas dadas no mundo da música - com o sucesso que todos conhecemos - percebeu que não tinha nada a ganhar ao permitir a vida do "vírus" da polémica. Decidiu por isso terminar a participação no programa. Com um post no Facebook, no mesmo tabuleiro onde o problema se espalhava.

Escreveu ele: "A minha posição mantém-se em relação à minha música, a consciência tranquila e cabeça erguida. Mas não pretendo alimentar mais esta nuvem. Tudo isto que se criou em torno da minha participação, já não é Música."

Fez bem. Percebeu que não precisava deste sentimento negativo à sua volta. Não tinha nada a ganhar com isso.

Não tenho conhecimentos musicais para avaliar a questão de fundo. A música era plágio ou não? Deixo isso para os especialistas da área. Mas também não tenho qualquer razão para duvidar da honestidade do Diogo Piçarra em relação ao trabalho que levou para o Festival da Canção. É o máximo que posso dizer sobre o que aconteceu.

Mas sempre me fascinou a quantidade de músicas que existem por esse mundo fora, todas elas diferentes, embora tantas vezes semelhantes.

Deixo por isso aqui um vídeo do YouTube que mostra, de forma bem clara, que neste mundo de acordes há coisas que nos levam a pensar... será isto plágio? Ou será isto um exagero?



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