João Fernando Ramos

Não perder um momento histórico

Esta é a hora do interior, que está no centro do discurso político, na atenção da centralizada comunicação social, na preocupação de todos, mesmo daqueles que vivem longe das zonas destruídas pelos fogos e agora severamente afetadas pela seca.

É uma oportunidade única para se reorganizar e se rentabilizar a floresta, para se investir na modernização e otimização da industria que foi também dizimada nos incêndios, para se promover um maior bem-estar às pessoas de forma a cativar mais braços e olhares para uma boa parte deste nosso pequeno país.

Os empresários têm mostrado uma forte capacidade para fazer renascer investimentos de uma vida. O Turismo procura mais oportunidades, mas precisa urgentemente de uma mudança na paisagem.

Falta a reflorestação e o começo da mudança, retirando a madeira queimada ainda com valor comercial, e fazendo intervenções que motivem uma efetiva onda de mudança.

A desertificação do interior, que tem agora na seca mais um fator importante, tem que ser invertida, com a criação de incentivos que sejam mais que simples ajudas monetárias. No olhar para o desenvolvimento temos que abrir efetivamente horizontes e ver muito mais que Lisboa e Porto.

Há um imenso Portugal, cheio de potencial, que não tem nesta tragédia um momento histórico de renascimento pujante e verdadeiramente interessante a todos os níveis. Mais que um abraço, é preciso manter a ação clara e concreta e aproveitar uma das mais belas partes deste jardim, que vai muito para além do mar.

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Em 260 episódios, o projeto chegou às mais diversas áreas: saúde, engenharias, astronomia, tecnologia, química, história, filosofia, desporto ou geografia.

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Uma caricatura do mundo em que vivemos.