João Fernando Ramos

O povo armado na Venezuela

Os sinais que chegam de Caracas são tudo menos tranquilizadores. Maduro tenta resistir, limita seriamente a já débil democracia e começou a armar o povo, as milícias que o suportam, num caldo já por si demasiado quente.

As manifestações de agora acabaram na violência que se adivinhava, com um acentuar das divisões que poderá levar o país a uma guerra civil. 


Portugal confirmou que tem um plano de contingência para retirar cerca de um milhão de portugueses que ainda estarão na Venezuela, mas será sempre uma operação complicada, com muitos riscos e com efeitos sociais terríveis. 

A comunidade internacional está totalmente impotente perante mais esta crise, que terá efeitos na região e na economia global. A ONU perde também aqui mais um campo para se afirmar como organização com verdadeira influência na prevenção de conflitos, o mesmo acontecendo com as diversas organizações regionais, também divididas pelo apoio ou pela repudia ao regime de Nicolas Maduro.

O tempo que vai passando, com a situação social e política a apodrecer ainda mais na Venezuela, tornarão qualquer solução ainda mais difícil e irão debilitar de forma fatal uma economia que já foi uma das mais poderosas da região, com uma forte influência à escala global. 

O povo, agora armado, irá pagar esta e as anteriores faturas, com a dor que já conhecemos e os efeitos que facilmente adivinhamos. 

É tão estranho assistir à impotência de todos perante a prepotência de tão poucos.

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