21 casos de sarampo confirmados e 15 em investigação

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Francisco George voltou a comparar o vírus do sarampo a um fogo que "quando encontra um rio, lago, água não progride"
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O diretor-geral da Saúde afirmou esta quinta-feira, no Bom Dia Portugal, que o número de casos de sarampo em Portugal se mantém inalterado. São 21 os casos confirmados. Outros 15 estão em fase de investigação, com as provas a decorrer no Instituto Ricardo Jorge.

Na RTP, Francisco George reafirmou que o país "não vai ter uma epidemia em grande escala, com uma magnitude preocupante".

"Sabemos que há países na Europa, para não falar da Roménia, que está mergulhada num problema imenso de cinco mil casos de sarampo, em Itália temos uma situação também preocupante de 1.500 casos", acrescentou.

Francisco George voltou a comparar o vírus do sarampo a um fogo que "quando encontra um rio, lago, água não progride".


"O vírus do sarampo não tem terreno para progredir em Portugal", repetiu.

"Porque ao longo dos anos o Plano Nacional de Vacinação, que nunca foi obrigatório, conseguiu atingir taxas de cobertura que são invejáveis, porque nós temos a primeira dose da vacina contra o sarampo aos 12 meses, nós temos 98 por cento de cobertura. Isto é, em cada 100 crianças, há apenas duas que não fizeram naquela idade a vacina da primeira dose", frisou.
"Não vamos ter uma grande epidemia"

O diretor-geral da Saúde explicou que o "vírus do sarampo só existe nos doentes e os infetados que são os hospedeiros e como nós dizemos também o reservatório do vírus. Não há vírus do sarampo sem ser em doentes. O sarampo é uma doença exclusivamente de seres humanos".

"Não há um terreno onde o sarampo possa fazer conquistas, porque a população portuguesa está protegida, está imunizada, sobretudo porque fez a vacina desde 1974, ou então, os mais idosos tiveram a doença durante a infância. Admitimos que a situação possa evoluir, mas sempre no bom sentido", realçou.

Segundo Francisco George, "há indicações, não ainda inteiramente confirmadas de alguma estabilidade. Nos últimos dias só entraram duas amostras para o Instituto Ricardo Jorge fazer os seus estudos laboratoriais. Portanto, há aqui um sinal de podermos estar numa estabilidade".

"Nós não vamos ter uma grande epidemia. Mas temos de tomar medidas", reafirmou.

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