“A culpa não é do tempo”, diz Proteção Civil

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Este sábado voltou a ser batido o recorde de número de ocorrências de incêndios florestais em Portugal, com 268 incêndios que deflagraram em 24 horas. Patrícia Gaspar, adjunta operacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil, argumenta que “a meteorologia não provoca incêndios” e lembra a violência com que muitos incêndios deflagram.

“Sabemos que mais de 90 por cento dos incêndios têm interferência humana, seja intencional, seja por negligência. Ambas são crimes”, reitera Patrícia Gaspar, relembrando que nesta altura é proibido o uso do fogo junto a zonas florestais.

A responsável da Autoridade Nacional da Proteção Civil advoga que a meteorologia torna sim os incêndios mais difíceis de resolver.

 

De qualquer forma, Patrícia Gaspar fala de uma violência enorme nos incêndios logo nos primeiros minutos, dando como exemplo Alvaiázere que, em pouco tempo, tinha quatro frentes ativas, acicatadas por um território em situação de seca severa ou extrema.

Muitos autarcas têm vindo, nos últimos dias, a apontar o dedo a uma possível mão criminosa na origem dos incêndios. Patrícia Gaspar diz que agora é ainda o tempo do combate, apesar das autoridades responsáveis pela investigação estarem já no terreno.

“Temos de aguardar para perceber o que esteve na origem destas ocorrências, destas ignições que têm provocado operações tão complexas”, reforçou.

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