Aluno do Conservatório do Porto agredido por colegas de escola vizinha

Aluno do Conservatório do Porto agredido por colegas de escola vizinha

Porto, 21 nov (Lusa) -- Um aluno do Conservatório de Música do Porto foi agredido por um grupo de colegas da "secundária" Rodrigues de Freitas no recreio comum aos dois estabelecimentos de ensino, revelou hoje à Lusa o diretor da escola da criança agredida.

Lusa /

O rapaz de 13 anos, aluno do 8.º ano do Conservatório de Música do Porto (CMP), disse "ter sido agredido por um grupo de alunos da Escola Secundária Rodrigues de Freitas", teve de receber assistência hospitalar e mantém "algumas escoriações na cara", afirmou o diretor do Conservatório, António Moreira Jorge, em declarações à Lusa.

Alertando que não se sabem "pormenores" do incidente de terça-feira, o diretor revelou que o caso motivou a apresentação de "uma queixa à PSP e uma participação ao gabinete de segurança do Ministério da Educação".

Para além disso, os alunos do "Rodrigues de Freitas "estarão já identificados e a escola deles estará a preparar as medidas disciplinares correspondentes", acrescentou António Moreira Jorge.

O diretor do Conservatório alerta que tudo o que sabe sobre este "caso isolado" foi o que o aluno agredido descreveu, não tendo sido apontado qualquer motivo para a agressão.

"O que nos é dito é que um grupo de alunos da Rodrigues de Freitas, que ocupa espaços comuns do Conservatório, nomeadamente o recreio, ameaçaram o aluno no metro e que a ameaça se concretizou", afirmou o responsável.

Observando que o aluno agredido "não apontou nenhum motivo" para a agressão dos estudantes da "secundária", que serão do 8.º e 9.º ano.

"Na véspera, terão dito que lhe batiam e bateram. Temos a lamentar que isto aconteça no perímetro escolar. O processo de investigação terá agora de decorrer", afirmou.

António Moreira Jorge recusa associar a agressão à redução do número de funcionários nas escolas, admitindo que o Conservatório tem, este ano, "menos pessoal", mas alertando que se "desconhecem as causas" da violência.

"É verdade que temos menos pessoal, mas isto pode acontecer independentemente do número de funcionários. Desconhecemos as causas, não vou estabelecer esse tipo de relação", sublinhou o diretor.

António Moreira Jorge refere ter havido neste ano letivo "uma redução substancial" do número de pessoal auxiliar no Conservatório de Música do Porto.

"Temos pouco pessoal efetivo e houve uma redução dos contratos feitos através dos centros de emprego. Já referi este problema à Direção Regional de Educação do Norte e houve, depois, um reforço [de funcionários], que permite que funcionemos", observou.

A Lusa tentou, sem sucesso até ao momento, obter informações sobre a queixa apresentada junto da PSP.

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