Mulheres continuam a trabalhar em áreas tradicionalmente femininas mas cenário está a mudar

| País
Mulheres continuam a trabalhar em áreas tradicionalmente femininas mas cenário está a mudar

Foto: Marcos Brindicci - Reuters

A grande maioria da força laboral feminina ainda trabalha em setores tradicionalmente vocacionados para elas.

A conclusão é avançada por um estudo sobre a igualdade de género no mercado de trabalho, que será a apresentado esta quinta-feira, no seminário "A Igualdade de Género no Mercado de Trabalho - Dia da Igualdade Salarial", em Lisboa.

Neste documento é revelado que que as mulheres continuam a ganhar menos do que os homens, cerca de 240 euros mensais.

O relatório designado "o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional - 2016", sublinha que "a crescente qualificação das mulheres tem vindo a refletir-se, paulatinamente, numa relativa melhoria da posição das mulheres no mercado de trabalho".

As áreas de consultoria, científicas e técnicas tiveram um acréscimo de 54,3 por cento, no número de mulheres, em 2015, para 56,4 por cento, em 2016, "apesar de as taxas de feminização mais elevadas continuarem a observar-se em áreas tradicionalmente femininas, como a saúde humana e o apoio social (82,4%) e a educação (76,7%)".

Segundo o relatório, divulgado pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), a população feminina também aumentou no grupo "representantes do poder legislativo e órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos" (mais 11,1 mil pessoas), enquanto nos homens diminuiu (menos 6,7 mil).

Mas apesar do aumento do número de mulheres em cargos de direção e de chefia, ou de alta responsabilidade, "continua a existir uma assinalável assimetria entre mulheres e homens neste grupo profissional": 35,8 por cento e 64,2 por cento, respetivamente.

A informação mais vista

+ Em Foco

A 15 de outubro de 2017, uma vaga de incêndios fez 50 mortos e dezenas de feridos. Reunimos aqui um conjunto de reportagens elaboradas um ano depois da catástrofe.

    Toda a informação sobre a União Europeia é agora agregada em novos conteúdos de serviço público que podem ser seguidos na página RTP Europa.

      Um terramoto de magnitude 7,5 e um tsunami varreram a ilha de Celebes, causando a morte de pelo menos duas mil pessoas. A dimensão da catástrofe é detalhada nesta infografia.

        Logo após a recuperação das armas roubadas, o ex-chefe do Estado-Maior do Exército proibiu a PJ de entrar na base de Santa Margarida.