Bébé sem rosto. Esquema ilegal envolve pelo menos duas clínicas

por RTP

As requisições do Serviço Nacional de Saúde utilizadas na clínica onde trabalhava o medico responsável pelo nascimento do bébé sem rosto foram afinal facturadas por uma outra entidade.

As conclusões do inquérito da Administração Regional de Saúde de Lisboa foram agora enviadas ao Ministério Público e não deixam duvidas: "As requisições do SNS utilizadas na Ecosado foram faturadas por outra clínica (...) e pagas pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a essa segunda entidade."

As suspeitas surgiram quando se soube que a mãe do bebé que nasceu com malformações graves fez ecografias nesta clínica, com uma credencial passada no Centro de Saúde, apesar de a clínica não ter acordo com o Serviço Nacional de Saúde.

Para a administração Regional de Saúde de Lisboa há um esquema ilegal que envolve pelo menos duas clínicas, com "fortes indícios de utilização irregular das requisições de exames ecográficos por parte da clínica Ecosado".

O nome da segunda unidade de saúde não foi revelado. A ARSS limita-se a informar que vai cancelar a convenção que existe com a clínica envolvida.

A ministra da Saúde já pediu para ser reforçada a fiscalização em todo o país.
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