Capoulas Santos reconhece que a seca só afeta a pecuária

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Capoulas Santos reconhece que a seca só afeta a pecuária

A atividade agrícola pode decorrer "com alguma normalidade" apesar da seca, ainda que este esteja a ser um ano "particularmente difícil" para a pecuária, considerou o ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural prevê alguma normalidade no ano agrícola, ainda que quase 80% do país esteja em situação de seca severa e extrema, de acordo com dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

O responsável governamental pelo setor agrícola recordou que o pior mesmo vai ser para a pecuária.

O ministro explicou também que não é permitido que os animais usem as albufeiras para beber, por uma questão de preservar a qualidade da água. "algumas albufeiras são para consumo humano, manadas de vacas não podem estar a defecar nas albufeiras", justificou, salientando que o Governo está disponível para financiar equipamentos necessários para pôr um bebedouro a 200 metros da albufeira abastecido por uma bomba de água. os agricultores têm pedido para usarem diretamente a água nas barragens que não são para consumo humano.

Capoulas Santos diz que "são boas" as perspetivas para o azeite e para a vinha e que a produção até pode ser de maior qualidade.

O ministro explicou que não estará em causa a rega das oliveiras, quando muito "um uso mais eficiente" da água, e que se os cereais de sequeiro sofreram com falta de água a verdade é que têm um peso pouco significativo na economia agrícola, com uma produção que não vai além de 5 por cento das necessidades.Todos esqueceram a floresta
O Governo fez o que poderá ser "a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis" mas todos os que agora criticam "foram incapazes de dedicar 60 segundos" ao tema quando esteve em discussão pública.

Agastado, Capoulas Santos responde aos que o criticam que o programa do Governo foi aprovado em 2015 e que contemplava as medidas sobre a floresta. O trabalho para a sua preparação decorreu da criação de um grupo interministerial decidido em agosto do ano passado, o Governo aprovou todo o pacote sobre a floresta em março último, "depois de um longo período de discussão pública", enviando de seguida os diplomas para o Parlamento.



Capoulas Santos recordou na entrevista à agência Lusa que o Governo criou uma comissão interministerial que está a acompanhar a situação e que pode "desencadear medidas a todo o tempo se a situação se justificar".







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