Carlos Alexandre vai liderar o processo de instrução de Tancos

por RTP
João Relvas - Lusa

O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre foi hoje designado, por sorteio, para realizar a instrução do processo do furto e achamento das armas de Tancos.

Fonte ligada ao processo afirmou à Lusa que, ainda não foi marcada qualquer data para o início da fase da instrução do processo de Tancos, tanto mais que Carlos Alexandre se encontra a realizar "diligências".

A instrução é uma fase facultativa do processo de recolha de prova que pode ser requerida pelos arguidos para contestar a acusação, sendo dirigida por um juiz, ao contrário da fase de inquérito que é dirigida pelo Ministério Público.

O processo tem 23 acusados, militares e civis e aos arguidos são imputados crimes diversos que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O caso do furto das armas em Tancos foi divulgado pelo Exército a 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJ Militar, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Na passada semana, o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, acusado no caso de Tancos, requereu que o primeiro-ministro, António Costa, seja ouvido como testemunha na instrução do processo relativo ao furto e achamento das armas de guerra.

Em maio, António Costa confirmou, numa resposta por escrito à comissão de inquérito parlamentar, que teve conhecimento, na manhã de 12 de outubro de 2018, do "memorando" sobre a operação da Polícia Judiciária Militar para a recuperação do material furtado em Tancos.
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