Carrilho diz que escolha em Lisboa é entre PS e o número dois do PSD

Carrilho diz que escolha em Lisboa é entre PS e o número dois do PSD

O candidato socialista à presidência da Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, procurou terça-feira à noite bipolarizar as próximas autárquicas, sustentando que a escolha é entre si e o "número dois" da gestão do PSD, Carmona Rodrigues.

Agência LUSA /

"Lisboa vai ter de escolher entre a candidatura do PS, encabeçada por mim, e o número dois do PSD nesta Câmara Municipal", Carmona Rodrigues, defendeu Manuel Maria Carrilho, durante a apresentação das conclusões do "Fórum Cidade" - uma iniciativa da concelhia socialista da capital.

Na sua curta intervenção, o ex-ministro da Cultura socialista procurou colar o candidato social-democrata à Câmara de Lisboa (Carmona Rodrigues) ao actual presidente da autarquia e ex-primeiro- ministro, Pedro Santana Lopes.

Segundo Carrilho, "poucas cidades na Europa têm um debate tão pobre como em Lisboa, algo que ficou bem patente na recente entrevista dada à SIC por Pedro Santana Lopes".

"Pedro Santana Lopes é uma pessoa que anda por aí e constitui a antítese do responsável político", atacou Carrilho, frisando, depois, que o PS "disputará as próximas eleições autárquicas em circunstâncias políticas diferentes face ao passado".

"Vamos concorrer sem alianças, situação que não foi da nossa vontade, mas que é incontornável", disse, numa referência à ruptura das negociações entre o PS e o PCP para a Câmara de Lisboa, embora nunca se referindo directamente à candidatura comunista.

O candidato do PS à Câmara de Lisboa disse que o mês de Maio será dedicado "à estruturação do projecto para a cidade", através de uma jornadas em que serão ouvidos "mais de 500 especialistas".

Entre os temas das jornadas, Carrilho destacou a questão da educação das crianças no ensino básico, área em que prometeu tornar a Câmara de Lisboa numa autarquia "exemplar para o resto do país".

As conclusões do Fórum Cidade do PS foram apresentadas pelo líder da bancada do PS na Assembleia Municipal de Lisboa, Dias Baptista.

Dias Baptista elegeu como prioridades da cidade a existência de um rumo para o eixo entre a Praça do Comércio e a Avenida da Liberdade, a reavaliação do projecto de construção de três teatros no Parque Mayer, o aumento de centros de dia para idosos nas juntas de freguesia, o reforço das esquadras da PSP nos bairros, a reactivação das equipas de rua e a criação de salas de injecção assistida em zonas de forte consumo de drogas.

O dirigente do PS/Lisboa traçou também um diagnóstico grave da situação financeira da Câmara Municipal de Lisboa, dizendo que a autarquia tem uma dívida de curto prazo a fornecedores na ordem dos 250 milhões de euros.

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